segunda-feira, 17 de novembro de 2008

AFFONSO EDUARDO REIDY

BIOGRAFIA
























Arquiteto brasileiro nascido em Paris, considerado um dos pioneiros na introdução da arquitetura moderna no país e que como arquiteto-chefe e diretor do Departamento de Urbanismo da prefeitura da antiga capital federal, foi responsável por grandes obras de urbanização.
Filho de pai inglês e mãe brasileira, cresceu na então capital federal e aos 17 anos entrou para a Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, onde se formou arquiteto.
Tornou-se titular da cadeira de teoria dos planos da cidade do curso de urbanismo da Faculdade Nacional de Arquitetura e começou a se distinguir no período pós-revolução (1930). Foi quando o governo Vargas decidiu investir na arquitetura nacional e Lúcio Costa assumiu a direção da Escola Nacional de Belas-Artes. Influenciado pelas idéias de Le Corbusier, projetou o edifício da polícia municipal, na rua do Resende (1935) e fez parte da equipe de arquitetos que no fim da década projetou o edifício-sede do recém-criado Ministério de Educação e da Saúde, junto de Oscar Niemeyer, sob a direção de Lúcio Costa e com a colaboração do próprio Corbusier.
Obteve o primeiro prêmio da Exposição Internacional de Arquitetura da I Bienal de São Paulo (1951). Projeta o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954), obra de concepção estrutural arrojada, logo após obter o primeiro prêmio da Exposição Internacional de Arquitetos da I Bienal de São Paulo (1953). Também merecem destaque o conjunto residencial do Pedregulho, considerado arrojado pela sua concepção espacial e pela prioridade dada aos equipamentos de lazer e convivência,.o desmonte do morro de Santo Antônio, o aterro da avenida Beira-Mar, no trecho entre o aeroporto Santos Dumont e o morro da Viúva, o projeto do túnel Rebouças, do Rio Comprido à lagoa Rodrigo de Freitas e ainda o projeto do Museu Nacional do Kuwait. Um dos integrantes do grupo carioca de arquitetos que floresceu a partir da terceira década do século passado, faleceu no Rio de Janeiro, Brasil.


CONTEXTO POLÍTICO














Sua carreira no serviço público, coincidiu com a entrada do Presidente Getúlio Vargas no poder e estendeu-se até 1964, quando ocorreu o Golpe Militar, que, abafou aos poucos as artes em geral no nos
so país.

Affonso Eduardo Reidy lutava por uma arquitetura social e econômica. Toda a sua obra foi realizada nesse sentido. Não se conhece um só projeto seu que não fosse para a comunidade. Não projetou palácios nem prédios suntuosos, pois era cônscio da responsabilidade social da arquitetura. Foi sempre um arquiteto sóbrio e revolucionário no que fez.” (Carmen Portinho)

Affonso E. Reidy exerceu suas atividades como arquiteto no período entre 1929 e 1964. Durante essa fase de nossa história, ocorreram a Revolução de 1930 e o Golpe Militar de 1964. Nesta fase a arquitetura brasileira pôde ser desenvolvida de forma a contribuir para o crescimento do país. Sua morte em 1964 livrou-o da frustração de ver suas idéias e suas obras serem abandonadas pelo novo Regime instaurado.

ARQUITETURA

Albergue da Boa Vontade – 1931
















Construído durante o governo Provisório de Getúlio Vargas, a obra tinha por finalidade abrigar durante o período noturno, homens de rua. Reidy ganhou o concurso promovido pela Prefeitura e seu projeto passa a ser considerado um dos pioneiros da nova arquitetura no Rio de Janeiro.

No projeto do Albergue da Boa Vontade, Reidy adota um partido bastante geométrico. O acesso principal consiste numa grande abertura que permite ao usuário total ligação entre o espaço urbano e o pátio interno do edifício. A planta é simétrica, destacando-se apenas a área onde está localizada a dispensa, onde foi adotada forma arredondada. As janelas foram colocadas de forma horizontal por toda a fachada, além da utilização de laje plana na cobertura, uma inovação no Brasil.


Conjunto Habitacional do Pedregulho – 1947



Neste projeto percebe-se nitidamente a preocupação de Reidy com o homem. Enfoca os espaços abertos e as áreas além da unidade habitacional. Propõem a composição entre a moradia e o espaço externo, instalando serviços complementares às famílias na mesma área do edifício principal.
O projeto como um todo reúne várias áreas e edifícios distintos, num mesmo espaço. Sua idéia era atender às necessidades tanto de moradia, quanto de saúde, educação e lazer. O Conjunto Habitacional do Pedregulho apresenta-se da seguinte forma:


O projeto compreende quatro blocos residenciais. O bloco A, tem 260 metros de extensão, e possui 272 apartamentos de diferentes tipos. Está situado na parte mais elevada do terreno e segue a forma sinuosa do morro localizado atrás dele. Duas pontes ligam o acesso a um pavimento intermediário que é parcialmente livre, composto por colunas grossas, no qual as crianças podem brincar nos dias chuvosos e nos horários de muito sol.


A idéia de Reidy para o projeto da escola do complexo do Pedregulho era de não apenas atender às crianças moradoras do Conjunto, mas também, a comunidade do bairro como um todo. O projeto inclui ginásio de esportes, piscina, vestiários e campos de jogos ao ar livre. O lado do ginásio que é virado para a piscina é guarnecido por largas portas basculantes que transformam num só ambiente toda a área de esporte. O pedestre tem a oportunidade de circular entre todos os elementos construídos, sem precisar atravessar ruas.

A preocupação de Reidy com a insolação e a ventilação, fez com que projetasse os blocos sob pilotis, proporcionando áreas abrigadas e ventiladas ao mesmo tempo.

"Aproveitando as linhas acidentadas do terreno, o imponente volume do Conjunto Habitacional Pedregulho encontra-se equilibrado com a flexibilidade do desenho, avocando formas ondulantes do relevo local. As curvas do prédio principal respondem às curvas da encosta, segundo uma dialética formal, realçando sobremaneira as suas linhas. Foi a primeira grande obra projetada por Reidy onde impôs, com excelente arquiteto que era, a característica de buscar soluções integradas que atendessem ao ponto de vista social. Foi o primeiro conjunto construído no Brasil com uma visão de programa e concebido atendendo às possibilidades formais do concreto armado.” (Carmen Portinho, 1999)

Abaixo mostramos como esta obra é um ícone para a arquitetura brasileira, sendo utilizada num dos filmes brasileiros mais famosos: "Central do Brasil"


Conjunto Residencial Marquês de São Vicente – 1952


O terreno onde foi implantado o projeto do Conjunto Residencial São Vicente, no baixo da Gávea, no Rio de Janeiro, configura-se de forma irregular, medindo 114 mil m2. Deste total, metade é plana e o restante estende-se pela encosta, atingindo o ponto mais alto do morro, com desnível de 60m. A encosta está voltada para o norte, tendo à sua frente o morro do Corcovado e à esquerda os morros Dois Irmãos; à direita a Lagoa Rodrigo de Freitas, aos fundos a praia do Leblon. O terreno é atravessado pelo rio Rainha.

Para a implantação do projeto, foram feitas obras de canalização do rio Rainha e construída uma avenida de ligação do bairro do Leblon ao da Gávea. Para isso, foi necessário cortar a montanha, construindo um túnel sob ela (Túnel Dois Irmãos)

No projeto, novamente são estabelecidas diferenciações entre circulação de veículos e pedestres. Os acessos por veículos são feitos perifericamente, onde também foram dispostos os estacionamentos.

Mantém-se o andar livre, entre os pavimentos que abrigam os apartamentos. São projetados 748 apartamentos de vários tipos, assim como, creche, escola maternal, igreja, jardim de infância, escola primária, administração e serviço social. A taxa de ocupação é de 11,4% do total do terreno. Para a concepção estética do projeto, são utilizados pilares em V no andar intermediário.

Como o Pedregulho, este seguia a mesma filosofia, ou seja, os apartamentos seriam alugados e não vendidos aos funcionários da Prefeitura.




Museu de Arte Moderna - Aterro do Flamengo – 1953




O projeto do MAM no Rio de Janeiro ocupa uma área de 130 m de extensão por 26 m de largura. Não possui colunas, oferecendo total liberdade para arrumação das exposições. Tem pé direito variável, em algumas áreas com oito metros de altura e em outras, com 6,40m ou 3,60m.

O corpo principal do museu, referente ao bloco para exposições, é constituído de quatorze pórticos em concreto armado, espaçados de 10 em 10m, vencendo um vão de 26m entre os apoios. Os montantes da estrutura bifurcam-se a partir do solo formando um V e entre eles foi montada a estrutura dos pavimentos. As fachadas que sofrem maior incidência solar, receberam quebra-sol móvel de alumínio.

Na construção do museu houve uma grande preocupação em utilizar materiais em seu aspecto natural, tirando partido de suas cores e texturas, com predomínio do concreto, alvenaria de tijolos, alumínio e vidro.

“Pensado para dialogar com a paisagem - a horizontalidade da composição para fazer frente ao perfil dos morros cariocas -, as fachadas envidraçadas, trazendo para o interior o paisagismo de Burle Marx, o projeto de Reidy apresenta-se racionalista e plástico a um só tempo. Não há distância entre a estrutura e a aparência final. Os vãos livres têm um fim prático: a liberdade de composição oferecida ao espaço expositivo, o convite ao jardim no plano térreo. Do cuidado com o concreto aparente à escolha dos granitos e pedras portuguesas, o projeto ganha o parque.




Vista do MAM ao entardecer.


Sede do Instituto de Previdência do Estado da Guanabara/IPEG – 1957

Este edifício será a sede de uma instituição destinada a conceder pensão e auxílios de assistência social aos beneficiários de seus contribuintes.” (Memorial para construção)
A partir do plano de urbanização da Avenida Presidente Vargas vários terrenos tornaram-se disponíveis para novas construções. O edifício do IPEG está situado num terreno de esquina, com sua fachada principal voltada para a Avenida Presidente Vargas e lateral, para a Avenida Norte Sul. A face oeste, que recebe grande insolação no período da tarde, recebeu sistema de brise-soleil parcialmente removível, constituído por placas horizontais e verticais.

Inicialmente o prédio atendia ao Montepio dos empregados do Estado da Guanabara, em 1962 torna-se o IPEG( Instituto dos Empregados da Guanabara) e a partir de 1975 o atual IPERJ.


O Iperj visto da Av. Presidente Vargas

Uma das complicações foi o terreno em frente à fachada oeste. Para o terreno deverias ser feita uma praça que não foi executada. O edifício construído tira a visão espacial proposta, anula as medidas contra a insolaçã e qubra o skyline da Av. Presidente Vargas com um gabarito que utrapassa ao das edificações vizinhas. A relação do prédio com o entorno ficou prejudicada.


Centro de Memória do Museu de Arte Contemporânea do RJ


Comissão de Arquitetura e Engenharia responsável pela execução do projeto, 1959. A estrutura do edifício foi toda composta em aço, proporcionando rapidez na construção e redução nas seções das colunas nos primeiros pavimentos. Possui vinte e dois pavimentos, uma sobreloja e um subsolo. Foi a primeira vez que foi utilizado esse tipo de estrutura na construção de um prédio no Rio de Janeiro.

Ministério da Educação e Saúde – 1936


O edifício do Ministério da Educação e Saúde situado na Esplanada do Castelo, no Rio de Janeiro foi elaborado pela equipe composta por Lúcio Costa, Carlos Leão, Ernani Vasconcellos, Jorge Moreira, Oscar Niemeyer e Affonso Eduardo Reidy, com projeto paisagístico de Burle Marx e consultoria de Le Corbusier.

O edifício apresenta as seguintes características: fachadas livres da estrutura funcionam como simples vedação; todo o esforço concentra-se nos pilares internos; instalação no piso de rede para telefones, luz e demais equipamentos utilizados na época, dentre outras. Foi criada uma grande praça no pavimento térreo realçando a construção. Nas fachadas foram utilizados os brise-soleis como forma de conter a insolação.





Affonso Eduardo Reidy mesclou em seus projetos, a influência intelectual de Lucio Costa e da utilização de elementos introduzidos por Le Corbusier, como os “5 pontos para uma nova arquitetura”.
Apesar desta influência, suas obras são valorizadas pelo modo como foram desenvolvidas e adaptadas à realidade dos locais onde foram construídas. Reidy utilizou um pequeno número de elementos que se repetem em cada um de seus projetos sendo utilizados de acordo com a função de cada um deles, adaptando ao sítio e ao programa elaborado. Seu repertório vai gradativamente sendo aperfeiçoado de acordo com o tipo de projeto e adaptando-se às relações formais e funcionais, assim como entre todos os elementos do entorno.

No vídeo abaixo é possível ver os efeitos que Reidy conseguiu utilizando pilotis no térreo deste edifício público:




Equipe:
Anne W. Shumann
Gabriela Ferreira
Júlia B. Souza
Patrícia J. Haase
Suélen Weiss
Conclusão da Disciplina

Por: Patrícia Juliana Haase

Através dessa disciplina pudemos perceber a importância da arquitetura brasileira, suas principais características, e seus principais arquitetos que marcaram este período. Este conhecimento contribuirá na formação de nós arquitetos que muitas vezes somos influenciados pela cultura estrangeira e desvalorizamos nossas culturas e valores. Através das diferentes dinâmicas de aprendizagem propostas pelo professor foi possível concluir satisfatoriamente o conteúdo da disciplina, que segundo meu ponto de vista buscou o conhecimento e a valorização da arquitetura brasileira. Foi prazeroso e motivador trabalhar os conteúdos durante o semestre.
Por: Anne Wetzstein Schumann

A disciplina de história teve muita importância na nossa formação como arquitetos e urbanistas, mostrando grandes nomes da arquitetura ao longo dos anos.
Com uma dinâmica diferente proposta esse semestre pudemos absorver muito mais e de forma muito mais criativa a historia da arquitetura, saindo dos sempre textos e leituras.
Além de tudo, a arquitetura brasileira foi valorizada e estudada à funda, querendo nos mostrar que nos também temos obras maravilhosas, grandiosas, belíssimas, querendo nos mostrar que nos precisamos ser mais patriotas, mais brasileiros. Só assim enxergaremos o potencial que temos aqui na nossa nação, no nosso Brasil.

21 comentários:

Silvia disse...

Afonso Reidy se preocpa bastante em seu rojeto com a orientação solar, ventos e o entorno. O conjunto Habitacional Pedregulho é um exemplo claro, ontem faz todo sobre pilotis para dar uma melhor ventilação ao local. Além das habitações, Reidy também projetou um ginásio e uma piscina que faz relação com o entorno. Esse ginásio não é apenas para os moradores do Pedregulho mais para os vizinhos também. Ele usa elementos que integram um ambiente com o outro, como grandes portas basculantes.
Silvia Garcia

arquitetura brasileira V disse...

Filho de pai inglês e mãe brasileira, Affonso se formou no RJ na Escola nacional de Belas Artes. Influenciado por conceitos de Le Corbusier, teve a oportunidade de trabalhar junto a ele, e também outros grandes como Oscar Niemeyer e Lúcio Costa, na projetação do Edifício-sede do Ministério de Educação e da Saúde. Lecionou em cadeiras de Desenho e Planejamento Urbano. Procura absorver as propostas do International style e interpretá-las no contexto brasileiro, e sua obra foi uma das únicas elogiadas pelo artista europeu construtivista Max Bill. Teve grande parte da vida ligada ao serviço público, como na elaboração do Plano Sdiretor do Rio de Janeiro.

Grayce Suelen de Lima

arquitetura brasileira V disse...

A expressão arquitetônica de Affonso Eduardo Reidy é marcada pela função estética e social. Tendo a preocupação com o homem, o arquiteto enfoca os espaços abertos e adquire a eles mais do que uma função. Seus projetos dialogam com a paisagem, por isso o uso de grandes fachadas de vidros, no interior tratamento paisagístico e grandes aberturas para permitir às pessoas ligação com o espaço urbano. Reidy aproveita as linhas do terreno, curvando as linhas arquitetônicas de seus projetos para corresponderem ao relevo local.

Juciane Thais Ferreira

Maiara disse...

Dentre todos os arquitetos modernistas, Reidy destaca-se por sintetizar uma arquitetura social, que atendesse a todos às necessidades essenciais do homem, moradia, saúde, educação e lazer, estrategicamente conectados e funcionais, de fato, facilitando a vida da comunidade. Não é à toa, que muitas de suas obras foram conjuntos habitacionais, pois nesses espaços, o arquiteto conseguia exprimir os conceitos que julgava primordiais à arquitetura, sua função social. E esta, podemos considerar uma atitude louvável, projetar para as classes mais abastadas, com poder de injetar muito dinheiro é fácil, mas promover uma arquitetura bela e funcional, privilegiando a redução de custos, isso sim podemos considerar o sentido mais amplo e completo da arquitetura.

Maiara Dorigon

arquitetura brasileira V disse...

Affonso Reidy foi responsavel por uma arquitetura mais silenciosa. Preocupado em resolver os reais problemas arquitetônicos de um país em desenvolvimento. Praticou uma arquitetura discreta e nada preocupada em deixar marcas ou criar impacto. Talvez por este motiv apenas recentemente teve o reconhecimento merecido.

Fabieli Spessatto

arquitetura brasileira V disse...

COncordo com o comentário da Maiara quando chama os projetos de Reidy de louváveis, pois percebe-se facilmente em seus projetos a preocupação que se teve com a implantação das edificações, levando em consideração principalmente os aspectos naturais, a funcionalidade e a diversidade atingindo as necessidades do local e da população.
Deise Pinto

arquitetura brasileira V disse...

Reidy foi um dos nomes paradigmáticos do grupo de arquitetos conhecidos como Escola carioca. Dessa forma, sua obra procura absorver as propostas do International style e interpretá-las no contexto brasileiro. Esteve grande parte da vida ligado ao serviço público, notadamente na elaboração do Plano diretor do Rio de Janeiro.

Também buscou introduzir uma arquitetura que pudesse condizer com o clima e visual do Brasil

Sabrina Fabris

Sabrina Fabris

arquitetura brasileira V disse...

A obra de Affonso Eduardo Reidy não apenas faz parte da vertente silenciosa da arquitetura brasileira como é um dos seus principais representantes. Talvez o esquecimento a que Reidy foi relegado por um longo tempo se deva exatamente ao fato de praticar uma arquitetura discreta e nada preocupada em deixar marcas ou criar impacto.

Juliana caetano

Joana disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Joana disse...

O Museu de Arte Moderna, de Afonso Reidy, no Rio de Janeiro, o edifício principal se enquadra no estilo Barroco. Não só a sua massa colossal e o aspecto dinâmico ocasionado pelos pilotis em V, mas também a sensação de esmagamento transmitida pela grande laje do teto do pavimento térreo - sem nenhum suporte intermediário - ao observador situado sob ela. O interior continua a mostrar os elementos do espírito barroco, pela a indefinição do espaço interior, limitado por paredes totalmente de vidro, que o torna infinito; um inconveniente para um local de exposições, pois coloca as obras apresentadas em luta com a belíssima paisagem exterior - deficiência compensada pelo fechamento com persianas. A escada sinuosa e solta no espaço, como se fosse uma escultura dinâmica, completa o cenário de maneira magistral.

arquitetura brasileira V disse...

Sua expressão arquitetônica é marcada pela função estética e social, também dava prioridade aos equipamentos de lazer e convivência. A preocupação de Reidy com a insolação e a ventilação, fez com que projetasse os blocos sob pilotis, proporcionando áreas abrigadas e ventiladas ao mesmo tempo.

Daniela Grimm

Andressa disse...

Reidy era também um seguidor de Le Corbusier, porém, não era um arquiteto que projetava palácios e projetos suntuosos, e sim, lutava por uma arquitetura econômica, sempre com o pensamento na responsabilidade social.

arquitetura brasileira V disse...

Infelizmente sua arquitetura não foi tão bem publicada, barrada pelo regime militar, mas o pouco que fez, foi visando a integração,os princípios bioclimáticos e a racionalização dos recuros naturais.
Clarissa Anrain

arquitetura brasileira V disse...

Afonso Reidy deixa três marcas fortes em seus projetos: a questão da arquitetura social e econômica; o diálogo com a paisagem; e o térreo livre. Sua preocupação com a comunidade faz com que ele busque ao máximo proporcionar espaços confortáveis (térreos livres e sombreados como grandes praças, brises nas fachadas que recebem sol) e integrados com o entorno.

Débora G. Stiegemeier

arquitetura brasileira V disse...

Concordo com os comentários da Maiara e da Deise, pois Reidy não via apenas um espaço de morar em seus edificio, mas sim um espaço de viver e se desenvolver. Também concordo quando dizem que ele harmoniza a edificação com o entorno, ele faz uma leitura do espaço, característica essa muito marcante em arquitetos modernistas como ele.

Carolina Mara de Amorim

arquitetura brasileira V disse...

Politizado, cheio de conceitos que colocam o concreto armado a serviço da arte, numa arquitetura mais dicreta, mais intimista.
harmonica, gosto muito do trabalho dele e penso que é fundamental o estudo de suas obras

arquitetura brasileira V disse...

Claudia Bernardi
Politizado, cheio de conceitos que colocam o concreto armado a serviço da arte, numa arquitetura mais dicreta, mais intimista.
harmonica, gosto muito do trabalho dele e penso que é fundamental o estudo de suas obras.

arquitetura brasileira V disse...

Grande parte das obras do arquiteto Afonso Reidy são focadas na preocupação com o homem, resultando em uma arquitetura social. A presença de áreas livres, equipamentos de lazer, pilotis, preocupação com ventilação, insolação e natureza são pontos básicos em sua arquitetura.
Caroline de Moura

arquitetura brasileira V disse...

Reidy primava os recuros naturais, como insolação e a ventilação, utilizando a técnica dos pilotis, dando permeabilidade e ao mesmo tempo segunrança. Infelizmente algumas de suas obras não puderam ser vistas, decorrente das perdas geradas pelo regime militar.
Amanda Perin

arquitetura brasileira V disse...

Reidy trabalha uma arquitettura diferente, poderia-se dizer pura e simples, porem marcante. Trabalhava com uma arquitetura social voltada aos homens, dando enfase aos ambientes de lazer e convivencia.
Grande arquiteto da época

Carla Holz

arquitetura brasileira V disse...

Afonso Reidy utiliza muito em suas obras uma arquitetura social e econômica onde faz uma composição entre a moradia e o espaço externo. A utilização do térreo livre, sob pilotis mostra a sua preocupação com a insolação e ventilação desses espaços integrados. A forma como integra o edifício com o entorno é interessante pois ele se preocupa com os aspectos naturais.

Bianca Frensch Deschamps