segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Moderno-rústico

Acadêmicos: Anamélia Regina Zibell, André C. Fadl e Lizziane Mylena Volkmann.

“A utilização do vocabulário modernista em projetos realizados longe de centros urbanos (fazendas, casas de praia) exige, em certos casos, além da adoção de materiais tradicionais, a utilização de técnicas de construção rústicas. Criou-se assim uma linha da arquitetura brasileira que se tornou particularmente adequada para obras em fazendas, no campo ou à beira de praias. O uso das técnicas e dos materiais tradicionais se dá, não apenas por motivos estéticos, mas, sobretudo, por representar solução funcional para os problemas da construção.” (CAVALCANTI, 2005)


Álvaro Puntoni - Escritório grupoSP

CASA NO JUQUEHY – 1999-2001

De maneira geral, as obras deste escritório de arquitetura apresentam características marcantes do modernismo Brasileiro atual com a exploração de linhas retas, volumes simples e dos materiais característicos como concreto armado e vidro.
Algumas exceções, como a casa no Juquehy, citada no texto, apresentam telhado com telha cerâmica e estrutura em madeira como também brises para proteção solar, mas utilizados também em formas simples com a exploração de suas propriedades.



Casa no Juquehy (esquerda) com sistemas construtivos e forma idênticos a casa em São Francisco Xavier (direita), ambos os projetos do Escritório grupoSP – Arq. Álvaro Puntoni, representam o modernismo rústico.



Casa no Morro do querosene (esquerda) com os mesmos sistemas construtivos e materiais que a casa em Marília (direita), ambos os projetos do Escritório grupoSP – Arq. Álvaro Puntoni, representam a arquitetura das casas dos grandes centros, de maneira geral, muito parecidas.


No caso de edificações realizadas longe de centros urbanos, como casas de veraneio, a presença de materiais simples como pedras, madeira, alvenaria convencional e vidro dão um caráter rústico as edificações. As inovações propostas pelo modernismo brasileiro são aplicadas nos telhados com uma ou duas águas, preocupação com captação de águas pluviais e proteção solar por meio de brises. Mas esse tipo de edificação é próprio apenas para ser construído em locais retirados dos centros urbanos devido a segurança e privacidade reduzidas, além de possuir poucas modificações entre as edificações quanto a sistemas construtivos e materiais, procurando sempre a integração com o meio e a visão da paisagem. Já outras edificações, seja habitacionais ou institucionais, pouco são alteradas de uma para outra nos grandes centros urbanos, sendo que estas podem ser posicionadas em quase todos os locais da cidade, pois se apresentam com formas muito parecidas e pouca preocupação com o passado e com a história.
Desta maneira, pode-se concluir que, mesmo em edificações longe dos centros urbanos, há uma padronização do sistema construtivo utilizado por estes arquitetos assim como muitos outros que, mesmo resgatando e utilizando materiais tradicionais ou regionais no caso de casas distantes dos centros urbanos, assim como a simplicidade quanto a forma das edificações, exploram apenas os materiais, buscando a integração da paisagem do entorno com a edificação. Já as nas obras dos centros urbanos, há pouca modificação de uma edificação para a outra quanto a forma e principalmente de materiais que são apenas utilizados de maneiras diferentes e adaptados para cada edificação, havendo assim pouca preocupação com o entorno ou com a história do local.

Referências:

ESCRITÓRIO GRUPOSP. Casas e apartamentos. Disponível em:http://www.gruposp.arq.br . Acesso em: 20 nov. 2009.










ARQDONINI – São Paulo

A Donini Arquitetos Associados é constituída por Marco Donini (Figura 1) e Francisco Zelesnikar (Figura 2), em associação desde 1992.














Figura 01 – Marco Donini. (Fonte: world-architects.com)

















Figura 02 – Francisco Zelesnikar. (Fonte: world-architects.com)
O escritório busca uma variedade de temas em seus projetos, tornando cada projeto uma expressão única da sua arquitetura. Os projetos anteriores do próprio escritório pautam as suas novas produções, seja na organização do mobiliário, iluminação, paisagismo, assim como todas as soluções de integração.

A principal estratégia da produção arquitetônica é a atenção aos rumos e percepções que se apresentam para as grandes cidades, desta forma atuando com a sustentabilidade e com linhas contemporâneas fortemente baseadas numa teoria moderna de produção arquitetônica.

A influência do Moderno nas obras da Arqdonini é percebida em vários elementos e em diferentes projetos. O uso de um sistema de palafita executado em peças de aço pré-moldadas na casa Sertão do Una (Figura 3), associado a estruturas em concreto aparente (Figura 4), amplia as aberturas e denota a sua contemporaneidade. As aberturas internas e externas alternam-se entre esquadrias prontas de alumínio e bronze, telhas de fibra natural, telhas translúcidas e vidro temperado. A escolha de materiais aliado aos estudos de fluxos de ventilação permanente visaram evitar problemas com umidade.

Figura 03 – Casa voltada para a mata. (Fonte: arqdonini.com.br)









Figura 04 – O uso de diversos materiais. (Fonte: arqdonini.com.br)

Remete ao moderno ao inserir panos de vidro interagindo com a paisagem natural (Figura 5), diversidade de usos das formas retilíneas e funcionalidade dos espaços (Figura 6, 7, 8, 9, 10, 11 e 12).

Figura 05 – A integração com a paisagem através das aberturas em óculo, que conformam espaços de descanso. (Fonte: arqdonini.com.br)

Figura 06 – O uso das formas retilíneas com diversos materiais associados. (Fonte: arqdonini.com.br)

Figura 07 – Fachada lateral direita. (Fonte: arqdonini.com.br)



Figura 08 – Planta subsolo. (Fonte: arqdonini.com.br)


Figura 09 – Planta intermediário. (Fonte: arqdonini.com.br)



Figura 10 – Planta superior. (Fonte: arqdonini.com.br)

Figura 11 – Corte transversal. (Fonte: arqdonini.com.br)

Figura 12 – Corte longitudinal. (Fonte: arqdonini.com.br)

Outra casa que também trabalha os elementos da arquitetura moderna de forma mais contemporânea é a Casa Taubaté (Figura 13). A urbanidade da casa é uma característica marcante, com estruturas em concreto armado gerando um balanço na parte frontal da casa (Figura 14), os revestimentos metálicos da fachada, bem como as esquadrias metálicas organizadas em fita (Figura 15). A simplicidade formal da casa acompanha o minimalismo na escolha dos materiais e cores. O trabalho dos arquitetos com o paisagismo evidencia-se no grande pátio de acesso (Figura 16). A preocupação com a insolação é constante nesse projeto; quartos voltados para norte, áreas de serviço a oeste e a cozinha recebendo o sol verpertino, porém bloqueado uma marquise (Figura 17). As proteções solares nos quartos com portas venezianas de correr. O uso de chapas metálicas para proteção do estar, e a ventilação “chaminé” (Figura 18) que permanentemente faz o ar circular nos ambientes centrais da casa, são algumas das soluções que podem ser encontradas neste projeto.


Figura 13 – Fachada frontal. (Fonte: arqdonini.com.br)


Figura 14 – O grande balanço, as venezianas e o paisagismo configuram a fachada frontal da casa. (Fonte: arqdonini.com.br)



Figura 15 – Fachada posterior. (Fonte: arqdonini.com.br)


Figura 16 – Paisagismo. (Fonte: arqdonini.com.br)

Figura 17 – Planta térreo/superior. (Fonte: arqdonini.com.br)


Figura 18 – Corte transversal. (Fonte: arqdonini.com.br)


Figura 19 – Fachada lateral esquerda. (Fonte: arqdonini.com.br)

CASA DE CAMPO – Serra da Mantiqueira

Nesta obra de ampliação de uma pequena residência no interior de Minas Gerais, os arquitetos propuseram o contraste entre o ambiente construído, uma casa colonial do século XVIII constituída por duas suítes, cozinha e uma pequena sala íntima; e as intervenções modernas em uma nova ala, em concreto aparente, na qual se encontram as salas de estar e jantar, junto a uma lareira.
A nova entrada da residência foi localizada na parte posterior, e assim não se percebe a parte antiga; os arquitetos utilizaram muros brancos, concreto aparente, vidro, pedra e um patamar pintado na cor vinho como a base do prédio de origem.


Figura 20 – Vista geral da casa. (Fonte: arqdonini.com.br)


Figura 21 – O contraste entre o antigo e o novo. (Fonte: arqdonini.com.br)


Figura 22 – Sala de estar na nova ala, com parede de pedras. (Fonte: arqdonini.com.br)


Figura 23 – Integração no espaço interno da residência. (Fonte: arqdonini.com.br)


Figura 24 – Iluminação natural zenital, grandes panos de vidro e o uso de concreto aparente. (Fonte: arqdonini.com.br)


Figura 25 – Vista noturna da casa. (Fonte: arqdonini.com.br)


Figura 26 – Parede de pedras. (Fonte: arqdonini.com.br)


Figura 27 – Antes e depois da ampliação na residência. (Fonte: arqdonini.com.br)



Figura 28 – A construção inserida na paisagem. (Fonte: arqdonini.com.br)


Referências:

ARQDONI. Arqdoni – Casas e apartamentos. Disponível em: http://www.arqdonini.com.br. Acesso em: 20 nov. 2009.

WORLD ARCHITECTS. Arqdonini - São Paulo - Architects. Disponível em: http://www.world_architects.com/index.php?seite=br_profile_architekten_detail_en&system_id=186803. Acesso em: 20 nov. 2009.

CAVALCANTI, Lauro; LAGO André A. Correa do. Ainda moderno? Arquitetura brasileira contemporânea. Arquitextos - Periódico mensal de textos de arquitetura, São Paulo, n. 66, nov. 2005. Disponível em:http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq066/arq066_00.asp . Acesso em 20 nov. 2009.

CAVALCANTI, Lauro; LAGO, André A. Corrêa do. Ainda moderno?: Arquitetura brasileira contemporânea. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005. 451 p, il.
Thiago Bernardes e Paulo Jacobsen – Bernardes & Jacobsen















Bernardes e Jacobsen
Pousada Maravilha – 2003

O escritório Bernardes e Jacobsen, constituído hoje por Thiago Bernardes e Paulo Jacobsen tem uma história que remete na história da arquitetura do Brasil. Com descendência de Sérgio Bernardes (avó) e Cláudio Bernardes (pai), Thiago faz parceria com Paulo Jacobsen que trabalhou por 25 anos com Cláudio e marcaram sua produção arquitetônica com diversas casas luxuosas e que remetiam a um processo empírico, sem estilos nem materiais definidos, somente o intuito de fazer uma arquitetura extremamente confortável e ligada à paisagem.
Já a produção de Thiago Bernardes e Paulo Jacobsen, escritório que se formou há sete anos, após a morte de Cláudio, constitui uma composição de obras, na maioria residências paradisíacas, nas quais a expressão estilística não fica em segundo plano, conciliando criação e qualidade de execução.
As influências do escritório são as mais modernistas possíveis, Niemeyer e principalmente Sérgio Bernardes. Mas também se deve constar a diversificação da arquitetura entre paulistas e cariocas, uma trajetória do escritório entre as duas maiores metrópoles do país sem dúvida mostra a evolução também da arquitetura da dupla, a paulista era muito mais internacional modernista, já a arquitetura carioca tinha uma influência colonial que marcou o nome do escritório.
Essa transformação de rústico e colonial para uma arquitetura contemporânea e de extrema qualidade é alcançada pelo escritório, entre um dos projetos que seguem essa linha está a Pousada Maravilha de Fernando de Noronha.
O projeto da Pousada segue os princípios com extremo cuidado, a topografia existente e principalmente o elemento paisagem e contato com o ambiente são os marcos do projeto, o que significou a escolha de materiais e determinação do estilo arquitetônico usado.
Usando materiais e técnicas nativas de construção a Pousada significa uma arquitetura contracultural de influência das décadas de 70 e 80. A linguagem principal do projeto é a rusticidade artesanal dos métodos regionais tradicionais e a revolução arquitetônica diversificada.
Um dos pontos de Thiago e Paulo são a busca por materiais nativos de cada região e que remetessem a uma arquitetura com identidade regional, mas aliada com um desenvolvimento projetual significante, a Pousada Maravilha é um requintado projeto que se integra à beleza de Noronha, convivendo harmoniosamente com o ecossistema local.
O projeto utilizou de cores claras, e muita influência de luz natural, além do uso de cobertura de palha de junco, a estrutura é basicamente de madeira e o uso de vidro em grande parte do projeto determinou a compreensão do espaço externo com o interno em um só ambiente.
Por fim, pode se dizer que o escritório de Bernardes e Jacobsen desenvolve uma arquitetura rica e extremamente natural com o ambiente projetado, seus diversos projetos têm uma característica marcante de se adaptar ao ambiente e envolver-se na paisagem, aliados com a diversidade de materiais usados e técnicas desenvolvidas.

Vista da piscina da Pousada Maravilha





Estar da Pousada Maravilha






Visão para o oceano

As imagens da Pousada Maravilha mostram a rusticidade arquitetônica aliada a uma técnica de qualidade, os materiais que se integram com a natureza do local e principalmente a integração com o projeto e a paisagem do local. Escritório Bernardes e Jacobsen – Pousada Maravilha – Fernando de Noronha;









A residência na ilha do Caribe, mostra uma linha da mesma arquitetura da Pousada Maravilha, a integração com a paisagem é marcante, a topografia é levada como um dos pontos de projeto. Escritório Bernardes e Jacobsen – Residencia no Caribe – Ilha do Caribe.

Referências:

POUSADA MARAVILHA – Fernando de Noronha. A pousada. Disponível em:http://www.pousadamaravilha.com.br/portugues/pousada.htm . Acesso em: 20 nov. 2009.

ARCOWEB. Entrevista – Paulo Jacobsen e Thiago Bernardes. Disponível em:http://www.arcoweb.com.br/entrevista/paulo-jacobsen-e-thiago-bernardes-29-04-2009.html . Acesso em: 20 nov. 2009.

ARCOWEB. Bernardes + Jacobsen Arquitetura – Residência no Caribe. Disponível em:
http://www.arcoweb.com.br/arquitetura/bernardes-jacobsen-arquitetura-residencia-no-11-03-2008.html. Acesso em: 20 nov. 2009.

BERNARDES + JACOBSEN – ARQUITETURA. Disponível em:http://www.bjaweb.com.br . Acesso em: 20 nov. 2009.


Flávia de Faria / Israel Nunes

CASA NA ILHA DO DESEJO - 1999
Os projetos destes arquitetos, principalmente para edificações longe dos centros urbanos, pouco são diferentes dos estilos de outros arquitetos e de outras edificações, principalmente quando se tratam de residências, que de maneira geral são feitas para proprietários com nível de renda alta. Vista externa da casa.

As características do terreno procuram sempre ser consideradas, reduzindo o impacto sobre o local, e a integração com a paisagem é sempre marcante. Quanto a materiais, pouco é modificado permanecendo a presença de madeira, telhas cerâmicas, pedras e vidro dispostos em formas simples da edificação.
Vista interna da casa.

Desta maneira, percebem-se poucas diferenças entre as edificações com estilo rústico, notando-se apenas diferenças entre formas de telhado e deck’s. Os materiais permanecem os mesmos, com poucas modificações e certa resistência a estilos regionais e antigos, mas que mesmo assim permanecem características destas, mudando apenas sentidos dos telhados e maiores aberturas e panos de vidro.


Referências:

CAVALCANTI, Lauro; LAGO, André A. Corrêa do. Ainda moderno?: Arquitetura brasileira contemporânea. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005. 451 p, il.




Naia Alban e Moacyr Gramacho – Sete43 Arquitetura


CASA MURO – 1994-1998

CASA CURVA – 2001-2003

O escritório Sete43 trabalha com uma composição arquitetural que busca experimentar soluções diversas, trazendo influências históricas e relevando partes importantes e esquecidas na arquitetura, além de uma prática formatada com valor construtivo padronizado e principalmente se apresentando como se fosse uma montagem artesanal, as obras são sempre um rever em relação ao local e a história deste ambiente.
Os projetos Casa Muro e Casa Curva do escritório têm um ar muito semelhante apesar de serem diferentes na essência, Naia e Moacyr têm desenvolvido projetos com fortes características regionalistas e os dois projetos discutidos são exemplos claros disto.
A Casa Muro tem esse nome, pois o elemento principal e dominante da casa é um muro de pedra, é o elemento que articula e determina a espacialidade da casa, o longo corredor que segue o muro divide a casa em dois ambientes principais. A edificação tem uma cobertura em duas águas de telhas e os materiais e as formas que remetem a uma arquitetura colonial.
Mas elementos rústicos são trabalhados e concebidos com todo cuidado, principalmente nos acabamentos, com uso de bambu e pedras, a maior preocupação é evidentemente os detalhes para criar uma arquitetura inovadora sem coerência e previsibilidade.
Já a Casa Curva é explorada com um desconstrutivismo irônico, uma peculiar integração do novo e do tradicional, com elementos que remetem a uma arquitetura colonial e uma limitação na exploração.
O uso de formas surpreendentes e elementos separados e reunificados através da aplicação de materiais naturais e principalmente a intenção de redefinir o rústico e evitar o convencional provoca uma arquitetura contemporânea de excelência extraordinária e instigante.
Pode-se concluir que o escritório Sete43 trabalha com uma arquitetura que não é monótona, sempre buscando a história e a identidade para o projeto e principalmente trabalhando a interação de estilos, criando uma quantidade enorme de projetos que tem uma identificação única e que presume uma arquitetura com influências diversas e técnicas determinantes para a construção de um estilo único e contemporâneo.


A Casa Curva que é moldada em um estilo diferenciado, do rústico ao moderno, obra de Naia Alban e Moacyr Gramacho, escritório Sete43 Arquitetura.




A Casa Muro, obra de destaque do escritório Sete43arquitetura trabalha a mesma linha e serviu de influência para várias obras dos arquitetos.

Já a diversificação de trabalhos do escritório Sete43arquitetura mostra uma relação geométrica muito diversificada, com a realização da Casa Geométrica (esquerda) e o Edifício Residencial Petrolina (direita).


Outra diversificação é nos trabalhos urbanos, sendo premiada a Praça Turca, que mostra uma vertente contemporânea e mais dinâmica do escritório.


Referências:

SETE43 ARQUITETURA. Disponível em:http://www.sete43arquitetura.com.br . Acesso em: 20 nov. 2009.

11 comentários:

arquitetura brasileira V disse...

Casa no Morro do Querosene - Arquiteto Álvaro Puntoni( Morar Rústico)

É possivel perceber as influências do modernismo no projeto desta residência. As linhas retas, o uso do concreto armado e o vidro que eram materias muito utilizados no modernismo. Outra caracteristica modernista, é o uso de pilotis, fazendo com que o térreo seja livre possibilitando ventilação.
è uma obra interessante, onde é claramente possivel perceber as influencias da arquitetura moderna em uma obra contemporânea.

Carolina M. Buchen

arquitetura brasileira V disse...

"O moderno rústico" destaca-se pelo uso de elementos do modernismo,mas com influência contemporânea. É interessante como projeto, a relação com que esses elementos de volumes puros, vazados, linhas retas e a soltura da edificação se integram com a paisagem...

Laís Cristina Leite

arquitetura brasileira V disse...
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arquitetura brasileira V disse...
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arquitetura brasileira V disse...
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arquitetura brasileira V disse...

Casa em Taubaté SP- Esta casa trabalha elementos modernistas de forma contemporânea. A utilização do concreto armado, e o grande balanço frontal na residência, bem como as venezianas metálicas, são características modernistas abordadas de forma bem interessante na composição do projeto.
Outra influencia percebida é a questão da uniformidade das formas, possibilitando a compreensão dos volumes como uma forma única. Concordo que houve uma visão minimalista na escolha dos materiais e das cores, o que resultou numa composição simples e ao mesmo tempo, elegante.
A preocupação com o usuário é percebida pela implantação da casa no terreno, visando que a área intima receba o sol do norte, porem, sem excesso, já que todos os dormitórios possuem proteção pelas venezianas.
A meu ver, esta residência é uma boa contribuição para arquitetura contemporânea brasileira, que nos mostra como abordar a arquitetura moderna brasileira, que foi e continua sendo um marco na arquitetura do país, de forma mais contemporânea.

Carolina M. Buchen

arquitetura brasileira V disse...

Bernardes e Jacobsen
Pousada Maravilha – 2003

Nessa obra é possível perceber muito bem a integração do pensamento internacional modernista, aliado com a influência colonial, que retrata as características dos arquitetos. A Pousada é totalmente integrada com seu ambiente e paisagem, o uso de materiais foi muito adequado, caracterizando o uso de materiais colonial e as características do local onde o projeto está inserido, criando assim, a sua identidade. A sua horizontalidade, o uso da grande varanda, e pilotis retrata a mesclagem com a arquitetura moderna.

Elis Duarte da Silva

Milena disse...

Praça Turca, Juazeiro Verde/BA

Na verdade o nome real da praça é Praça Dedé Caxias, mas acabou sendo apelidada de Turca pelos próprios arquitetos devido a inexistencia de um exio central e também pelo jogo de sombras da cobertura, conceitos presentes na arquitetura árabe.
A praça turca é coberta - o que é bastante incomum - justamente pela necessidade de criação de espaços sombreados. O legal também que, além da cobertura que a torna um local diferente e agradável, as tiras da mesma foram feitas de material reciclado de garrafas pet e embalagens tetrapark e costuradas a uma estrutura metálica que são apoiadas sobre pilares de concreto que se assemelham a troncos de coqueiro. É bem bacana !!!

arquitetura brasileira V disse...

A arquitetura moderna ou contemporânea pode sim privilegiar aspectos naturais e do nosso clima, além dos materiais existentes na região. Pode usar mão de obra local. Uma só água no telhado, grandes panos de vidro, muros de pedra e varandas caracterizam a obra de Álvaro Puntoni – CASA NO JUQUEHY. O arquiteto demonstra que se pode fazer um projeto contemporâneo, que privilegie certos confortos habitacionais, mas com um orçamento restrito, considerando sustentabilidade, mão de obra local, entre outros. Um projeto que não leva em consideração os modismos de nossa época, mas privilegie o morar.

arquitetura brasileira V disse...

Pousada Maravilha – Fernando de Noronha – 2003

Assim como a Residência Praia da Baleia, construída em São Paulo o projeto da Pousada Maravilha também tem uma grande influência do modernismo, se preocupando com a topografia, uso de luz natural e integrando o elemento paisagem, através de utilização de vidro em grande parte do projeto, desempenhando um contato entre o homem e a natureza.
Um dos pontos interessantes do projeto foi à preocupação dos projetistas em usar materiais nativos da região onde foi implantado o projeto, dando uma identidade regional a obra.
Assim dizendo, esse trabalho traz uma arquitetura rica e natural com o ambiente projetado, com adaptação ao ambiente e envolvimento com a paisagem, aliados ao uso de variados materiais e técnicas.

Bianca Raquel Buzzi

Ane Ben disse...

Olá
Gostaria de uma ajudinha.
Onde posso encontrar mais leituras sobre a Arquitetura Moderna Rustica?