terça-feira, 24 de novembro de 2009

Conclusões

Conclusões
Aqui vcs farão as postagens do texto de conclusão, abordando os conteudos estudados ao longo do semestre, interessa saber qual a sua opinião sobre a arquiteutra contemporanea brasileira.
Não esqueçam de identificar as postagens!
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Conclusão da disciplina por Anamélia Regina Zibell

A arquitetura brasileira moderna é com toda certeza a essência da arquitetura do país, foi quando o Brasil começou a ser visto pelo mundo e chamou a atenção. O desenvolvimento da técnica do Concreto Armado e a qualidade em projetar dos profissionais brasileiros tornaram a arquitetura deste país conhecida e renomada.


A princípio a arquitetura moderna sofreu uma crítica estética, pois era a busca de uma identidade não conhecida ainda, sendo que inicialmente sofria repulsa por profissionais acostumados com a arquitetura referencial européia.

O pensamento moderno teve que se afirmar, sendo teorizado inicialmente e realizado vários estudos por parte de Lúcio Costa. A afirmação da arquitetura moderna veio com a construção de vários edifícios públicos, como o Edifício do Ministério da Saúde e Educação e principalmente Brasília.

Uma das influências para a arquitetura moderna foi Le Corbusier, este arquiteto foi a cabeça pensante no modernismo mundial, e serviu como exemplo para os arquitetos que evocaram o modernismo no Brasil, como Lúcio Costa e Oscar Niemeyer.

Mas essa arquitetura moderna, que tinha custos exorbitantes sofreu uma crítica séria, iniciando-se uma renovação da arquitetura brasileira, trazendo características essencialmente modernas, mas com novos estudos econômicos e de conceitos climáticos.

A arquitetura pré-fabricada tornou-se um ramo na arquitetura brasileira que segue linhas modernas, mas com uma racionalização maior dos espaços, esta arquitetura está em evidência atualmente por tratar-se de um modo construtivo econômico e de tempo de execução menor do que a construção convencional.

No momento atual a arquitetura é chamada de arquitetura contemporânea, que nada mais é que a arquitetura moderna melhorada. Esta arquitetura contemporânea segue características marcantes do moderno como o uso de pilotis, pátios internos, os grandes vãos e telhados jardim.

Mas a arquitetura contemporânea não é somente uma repaginação do moderno, esta arquitetura traz conceitos próprios, com pensamentos evoluídos em relação ao clima e ao meio ambiente, além de uma qualidade estética diversificada, com formas diversas e espacialidades ousadas.

A preocupação social com a cidade como um todo é um ponto marcante desse pensamento contemporâneo, assim arquiteturas economicamente pensadas são uma busca pela população em geral, tornando a arquitetura contemporânea muito mais popular do que a arquitetura moderna já foi. O pensamento urbano, o projetar levando em conta todo o espaço urbano que envolve o projeto é uma linha projetual que evoluiu do moderno para o contemporâneo.

Ao estudar a arquitetura moderna e sua evolução a contemporânea chegamos à história de um dos arquitetos mais importantes, João Fogueira Lima, mais conhecido como Lelé.

A arquitetura de Lelé é vista como racional, pensada para que a construção seja econômica e ao mesmo tempo de rápida execução, assim sendo Lelé se utilizou da arquitetura pré-fabricada e tecnologias construtivas de rápida execução. Arquitetura modular foi um dos conceitos usados por Lelé, por exemplo, nos projetos dos Hospitais da rede Sarah Kubitschek, dentre outros.

Os projetos do Lelé mostram uma integração e separação completa entre o social e o privado ao mesmo tempo, além do alto nível arquitetônico e a racionalidade dos projetos com programas de necessidades complexos.

Concluo que esta disciplina de história foi uma retrospectiva projetual da arquitetura brasileira desde as construções da arquitetura colonial e sua regionalidade às arquiteturas brasileiras mais recentes, como a arquitetura contemporânea. Os pontos mais marcantes de cada arquitetura foram permanecendo e sendo aprimorados e adaptados com evoluções de pensamento e tecnologias que auxiliaram e proporcionaram uma base para a construção civil brasileira criar obras cada vez mais representativas no cenário internacional. Nós arquitetos podemos nos basear e utilizar os preceitos e técnicas já utilizadas que obtiveram êxito arquitetônico e assim garantir que a arquitetura continue num processo de evolução buscando sempre uma boa qualidade arquitetônica, sem esquecer a responsabilidade social que deve estar atrelada as obras projetadas.

POSTADO POR ANAMÉLIA REGINA ZIBELL

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Conclusão da disciplia: André C. Fadl Schaldach.


A Arquitetura brasileira ganhou status de arquitetura de qualidade e com repercussão e respaldo internacional a partir das obras dos arquitetos modernistas brasileiros, como Niemeyer, Reidy, Lúcio Costa entre outros. Esses arquitetos foram precursores da arquitetura moderna, e ainda são referências para a arquitetura desenvolvida atualmente no país e no mundo - a arquitetura contemporânea.

Uma importante conquista, e que garantiu a qualidade do modernismo feito no Brasil, foi a sua adaptabilidade as condições locais, não, como em muitos países, uma replicação sem critérios de implantação. Houve a preocupação dos arquitetos brasileiros e analisar o clima, o relevo, as visuais, a interligação com a paisagem, tornando cada projeto num espetáculo em cenários, iluminação, espacialidade, entre outros aspectos positivos que a arquitetura moderna brasileira conseguiu.

É por essa qualidade arquitetônica do período moderno que algumas obras e arquitetos continuam a ser referência para os novos arquitetos e os seus projetos se norteiam a partir dos preceitos do modernismo. Porém, sempre há uma evolução. Assim, os contemporâneos partem do modelo moderno e desenvolvem uma arquitetura com materiais mais diversificados, integrando o concreto armado e o vidro, símbolos do modernismo, com elementos metálicos, de madeira, painéis modulares, materiais sustentáveis, entre outras diversas possibilidades propostas pelos arquitetos contemporâneos.

Outra característica importante é que ainda se utilizam de pátios internos, estruturas sobre pilotis, grandes vãos e balanços nos projetos contemporâneos percebe-se assim, que não deixaram de olhar para os avanços conquistados com o período moderno. Os arquitetos contemporâneos têm o seu reconhecimento, pois estão ousando, com novas formas, trabalhos utilizando texturas de fachadas, projetos mais integrados com a paisagem e cada vez mais, trazendo o contato público para com a construção. Desta forma evidencia-se que aos poucos, está ocorrendo uma valorização do usuário e por isso, pode-se dizer que a arquitetura está, e estará sempre evoluindo. Buscando um aperfeiçoamento contínuo, visando além da qualidade estética, funcional, espacial, ambiental, também uma preocupação social da obra e a sua relação com o local, e com o entorno urbano da cidade.



Um dos arquitetos em que podemos perceber essas características atualmente é o arquiteto João Fogueira Lima, autor, dentre outros projetos dos Hospitais da rede Sarah Kubitschek. Nas palavras de Lúcio Costa, Lelé "Era o elemento que estava faltando para preencher grave lacuna no desenvolvimento da nossa arquitetura" (Frase de Lúcio Costa sobre Lelé)

Concordo com a afirmação da Lúcio Costa, que percebeu o direcionamento da arquitetura produzida por Lélé para a pré-construção, com tecnologias construtivas que agilizam os processos e reduzem custos e desperdícios, além de resolver racionalmente e com um alto teor de apuro arquitetônico os mais variados e mais complexos desafios que os programas atuais necessitam, com uma integração completa entre o social e o privado.

Além da questão dos elementos pré-fabricados, Lelé também buscou se preocupar com o conforto térmico das edificações, item que fazia parte da retórica da arquitetura no período em que o arquiteto projetava, porém que raramente utilizada atingindo os projetos, muito menos os de caráter social.

Espera-se que as preocupações que norteiam os projetos de Lelé por tantos anos, não deixem de fazer parte dos futuros projetos dos arquitetos. Evidentemente que com as devidas renovações, alterações e adaptações projetuais, buscando cada vez mais evidenciar a arquitetura de qualidade e com uma visão, sustentável social, econômica, ambiental e ecologicamente.



(postado por André C. Fadl S.)



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João Filgueiras Lima (Lelé)

As obras arquitetônicas de Lelé caracterizam-se especialmente pela busca da racionalização e da industrialização da arquitetura. Chegou a propor métodos e processos de pré-fabricação de elementos construtivos inéditos no país, sendo inclusive dono de uma fábrica de pré-fabricados.
Lelé foi o “elemento” que estava faltando na arquitetura moderna brasileira . Após Lucio Costa e Oscar Niemeyer, João Filgueiras Lima teve importância significativa no modernismo no Brasil, afirmado pelo comentário feito por Lúcio Costa: "Era o elemento que estava faltando para preencher grave lacuna no desenvolvimento da nossa arquitetura"
Acredito que tal afirmação feita por Lucio Costa estava se referindo ao fato de até então a arquitetura moderna no Brasil era voltada quase que exclusivamente a beleza e as formas inusitadas do concreto armado, justamente com o alto valor das edificações. Com a chegada de Lelé, com as tecnologias do pré-moldado ele resolve isso de forma racional e mais econômica, fazendo com que a arquitetura brasileira tenha algum interesse social.
Recém formado, Lelé foi um "construtor" em Brasília em 1957. A pressa para execução da cidade e a necessidade de alojamentos provisórios fez com que buscasse as primeiras soluções de pré-fabricação em concreto. Os grandes edifícios tornaram-se então um laboratório para a pesquisa dos elementos construtivos modulares. Desde a construção dos alojamentos, da infra-estrutura e das superquadras, tudo exigia regularidade, precisão, economia e adequação.
Logos após suas obras vão amadurecer a partir da segunda metade da década de 60, quando viajou para os países do Leste Europeu a fim de conhecer as técnicas de pré-fabricação da construção, base dos programas de habitação social.

Postado por: Marco
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Conclusão

A arquitetura brasileira se encontra na fase contemporânea, porém na minha opinião o modernismo sempre existirá. Foi com o modernismo que a arquitetura brasileira foi em busca da sua identidade própria, uma arquitetura adaptada as nossas culturas e condições climáticas. Na arquitetura contemporânea se formos analisar ela, podemos destacar diversas características modernistas ali presentes, porém, muitas vezes, com uso de materiais e técnicas diferenciadas. Os grandes vãos, a horizontalidade, o balanço sobre pilotis, as vidraças, o uso de recursos para proteção solar, monumentalidade, são tudo características modernas que estão presentes até hoje no contemporânea. Hoje em dia com o uso da estrutura metálica, que é produzida em fábricas, muitas vezes em séries, pode-se ter uma arquitetura com grandes vãos, e formas marcantes e monumentais.
A arquitetura contemporânea nos remete as novas tendencias do mundo, assim como a arquitetura high-tech, o pensamento da sustetabilidade e a arquitetura vernacular. A preocupação ambiental, com o mundo, natureza está cada vez mais presente em função da situação ambiental em que estamos vivendo hoje.
As residencias eu acho que são as edificações em que hoje em dia mais podemos perceber essa mistura de estilos arquitetônico. Atualmente está muito comum a famosa casa cubo. E se formos analisar uma casa dessa, ela é moderna ou contemporânea? Ela está “na moda” agora que estamos no contemporâneo, mas na minha opinião esse tipo de edificação é puramente moderna.
João Filgueiras Lima, o Lelé é um arquiteto brasileiro, conhecido por ser o ultimo dos arquitetos modernistas, muito conhecido pelas obras dos Hospitais da Rede Sarah Kubitschek. Recém-formado, em 1955, projetou e colaborou com Oscar Niemeyer. Com esses trabalhos despertou em Lelé o interesse na tecnologia de racionalização do uso do concreto armado e argamassa armada. A sua obra arquitetônica caracteriza-se especialmente pela busca da racionalização e da industrialização da arquitetura, mas sempre uma arquitetura industrializada viável. A partir desse momento começou a se aprimorar no uso de pré-fabricados e de novas tecnologias.
Com o uso do pré-fabricados, Lelé não teve seguidores no modernismo. Hoje em dia na arquitetura contemporânea que podemos perceber como o uso do pré-fabricado está cada vez mais evidente. As novas tecnologias que surgem, desde do uso do aço até o titânio e outros materiais diferenciados, evoluem a construção civil, deixando-a mais prática e ágil. Acredito que Lelé teve e ainda tem um papel muito importante na arquitetura brasileira, por ter sido o pioneiro desses novos métodos que geram uma nova arquitetura.
O uso de recursos para a proteção solar, como a preocupação da utilização dos ventos e iluminação natural foi uma característica que surgiu na arquitetura brasileira moderna. E atualmente cada vez mais pode-se ver nas edificações o uso desses recursos e essa preocupação. Nos trabalhos do Lelé isso também está bem evidente, através principalmente da utilização dos sheds em seus projetos, sheds curvos propícios de um processo de industrialização.
Portanto, eu acho que a arquitetura contemporanea é uma evoluação da arquitetura moderna. Pois existe muitas caracteristicas semelhantes, muitos traços com as mesmas origens, porém a contemporânea nos traz novos movimentos, tendências, técnicas e materiais, o uso do pré-fabricado, e novas tecnologias. E com isso os projetos podem ser muito mais evoluidos. Acredito que a arquitetura é algo que não pára nunca, é uma constante evolução e descobrimento.

Postado por: Elis Duarte da Silva

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É inégavel que o modernismo foi um marco para a Construção Civil Brasileira. Através do sistema construtivo – o concreto armado – e todas as suas potencialidades, o Brasil ganhou destaque e fama perante a arquitetura mundial.




É interessante fazer uma analise histórica do modernismo brasileiro, desde a criação da DAC em meados da década de 1930 até a arquitetura contemporânea atual. Com este tipo de análise percebe-se o quanto a arquitetura moderna evoluiu e como ela influenciou e ainda influencia a Arquitetura Contemporãnea. Digo evolução, pois percebe-se que nossos arquitetos modernistas conseguiram adaptar características externas, de acordo com a cultura e condições climáticas brasileiras.



Uma das principais críticas ao modernismo é que o mesmo não levava em conta a funcionalidade da obra, e também que não pensava no coletivo. Porém, Lelé, é um exemplo de arquiteto moderno que leva em conta tais fatores. Pode-se dizer que o mesmo foi o elemento que estava faltando na arquitetura moderna brasileira. Acredito que seja ele a prova viva e mais significativa do desenvolvimento e evolução do modernismo. Suas obras são modernas, funcionais, racionais e pensadas para o uso coletivo, se destaca por suas inúmeras escolas, hospitais e demais equipamentos voltados para o público social. Suas obras caracterizam-se pela busca da racionalização e da industrialização da arquitetura, mas sempre uma arquitetura industrializada viável. Vale destacar suas obras dos Hospitais da Rede Sarah Kubitschek e suas inúmeras escolas. Acredito que Lelé seja o principal arquiteto brasileiro que conseguiu fazer uma ponte entre o modernismo e o contemporâneo. Digo isso, pois o mesmo é considerado o último dos arquitetos brasileiros modernistas e, analisando suas obras, percebe-se que suas tecnologias empregadas são utilizadas largamente pela Arquitetura contemporânea.



Atualmente, a arquitetura brasileira encontra-se na fase contemporânea, mas não há dúvidas da influencia modernista na mesma. A aparência de obras contemporâneas remete à arquitetura moderna. Apesar da segunda surgir a partir da critica a primeira, diria que ambas estão atreladas, pois as caracteríticas modernistas aparecem frequentemente nas obras contemporâneas, com destaque para os vãos e a horizontalidade. O principal ponto de contato entre ambas consiste também no retorno da abstração presente no processo de projeto. Também vale mencionar a revalorização do design moderno: móveis, luminárias e outros acessórios criados por Mies van der Rohe, Le Corbusier entre muitos outros, estão presentes nos interiores despojados das numerosas publicações sobre a arquitetura atual, estimulando a relação entre moderno e contemporâneo.



Enfim, minha conclusão para tudo que foi visto e analisado é que o modernismo foi e ainda é o ponto de referência da arquitetura brasileira, apesar das inúmeras criticas o modernismo é a cara do Brasil. Portanto, é possivel analisar o periodo modernista sem saber da existência ou caracterísitcas do período contemporâneo, porém, o contrário não ocorre, pois o contemporâneo, nada mais é, que a evolução do modernismo!



Espero e acredito que os arquitetos contemporâneos realmente consigam evoluir em comparação com o período modernista, assimilando a arquitetura com o social e o econômico, amenizando, desta forma, as diferenças sociais; problemática que o modernismo não chegou a solucionar, pelo contrário, muitas de suas obras destacaram muito mais essas diferencas sociais, tendo de um lado a favela e o cortiço, e do outro um cartão postal imponente e modernista.

Postado por Bruna Spengler
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Modernismo:



     O grande marco da arquitetura moderna brasileira foi a Semana da Arte Moderna de 1922. A Semana da Arte Moderna representou uma verdadeira renovação de linguagem, na busca de experimentação, na liberdade criadora da ruptura com o passado, pois a arte passou então da vanguarda, para o modernismo.
    No Brasil, a arquitetura moderna, inicialmente reagiu contra os efeitos do ecletismo e do academismo arquitetônico. Com isso pregou a volta da simplicidade e a pureza, que coincidiam com a tradição local.
    Os modernistas pensam somente na estética e não na funcionalidade. O funcional deve estar em contato com a vida, suas contradições, exigências, riqueza e variedade.
    A arquitetura moderna brasileira é conhecida e elogiada mundialmente. Porém existem algumas deficiências e dificuldades, que precisam ser analisadas.
    O governo deveria cuidar dos seus edifícios, fazendo com que obedeçam a projetos elaborados dentro de um critério único e que sejam construídos em moldes mais avançados e adequados.
   É lamentável que tal conquista desapareça. É necessário que todos que administram compreendam bem que a arquitetura não pode deixar de ser uma preocupação administrativa porque é uma demonstração de cultura.
    A arquitetura está sofrendo um descaso da crítica de arte. A arquitetura é considerada uma forma de arte para estar nos salões de Belas Artes, mas ela não é apreciada com os mesmos olhos pelo público. O que é mais acessível à compreensão geral num simples quadro, não o é da mesma forma numa fachada de uma obra de arquitetura, mesmo que colorida.
    A crítica atual limita-se apenas ao aspecto plástico da arquitetura. Talvez porque esta crítica seja somente de arte, compostos de críticos de arte. É claro que o mais importante da obra considerada deve ser o efeito estético, mas daí a concluir-se que seja o único aspecto a considerar há evidente exagero, principalmente no caso da arquitetura. Três condições prévias são indispensáveis à boa edificação: a acomodação, que é atendida a uma necessidade externa; a solidez, que são as normas científicas; e o deleite, que é a aspiração desinteressada a beleza.
    Os desafios propostos pelos novos projetistas, com colunas, lajes e vãos, fizeram com que os cálculos e construções em concreto armado fossem aprimorados. Agora são as estruturas que fazem a beleza do edifício, elas utilizam de seus volumes para cativar os olhos e acabam roubando a expressividade das velhas formas.
    Entre as décadas de 40 e 50 a arquitetura modernista se torna ainda mais definitiva ao invadir as universidades. Com a construção de Brasília em 1960, todas as dúvidas quanto à superação da dependência cultural arquitetônica brasileira foi cessada.
    Com o modernismo, a arquitetura resgatou o uso do verde, da natureza em seus arquétipos, o jardim tornou-se parte integrante da paisagem, não apenas externa, mas também interna.
    A arquitetura moderna tem como principais arquitetos Oscar Niemeyer e Vilanova Artigas, um aspecto os distancia: enquanto o primeiro isola seu objeto sobre um fundo, o segundo ocupa o retângulo estabelecido a priori.
    Lúcio Costa, também importante arquiteto brasileiro, em sua obra encontram-se caminhos entreabertos, e que ele sabia não poder trilhar dentro da conjuntura conturbada a que respondia.
    O arquiteto João Filgueiras Lima, o Lelé, reforça o mito e explica sua trajetória profissional: uma série de acasos, desde a escolha pela arquitetura, o encontro com Oscar Niemeyer, o acidente de automóvel que fez com que tomasse contato com a vida hospitalar por dois meses etc.
    Em 1957, recém-formado foi um "construtor" em Brasília. Sua vocação para as artes plásticas não impediu que se envolvesse, sem nenhum preparo mais específico, com os problemas da construção e da engenharia civil. A pressa (a cidade foi construída em três anos) e a necessidade de alojamentos provisórios fez com que buscasse as primeiras soluções de pré-fabricação em concreto.
    Nesse período, a obra de Lelé -o mais importante arquiteto pesquisador da pré-fabricação no Brasil- não se diferenciava, aparentemente, dos temas gerais da arquitetura feita no país: o cliente estatal, o concreto, o grande vão, orçamentos generosos etc. A não ser por sua insistência em desenvolver componentes pré-fabricados e a preocupação com as questões relativas ao conforto térmico das edificações.
    Lelé promoverá uma simbiose entre a lâmina composta de elementos pré-fabricados e o embasamento de grande vão, moldado in loco. O resultado é um conjunto grandiloqüente, que, ao mesclar sistemas construtivos, monumentaliza o tipo -de que empresta racionalidade e funcionalidade. O esquema alcança o paroxismo nas residências para Ministro de Estado (1965) e José da Silva Netto (1974).

Postado por: Danielle Maytê Krieger


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Conclusão da disciplina -  por Laís Cristina Leite
O Modernismo foi um movimento artístico e cultural que se iniciou na Europa e começou a ter seus ideais difundidos no Brasil a partir da primeira década do século XX, através de manifestos de vanguarda, principalmente em São Paulo, e da Semana da Arte Moderna, realizada em 1922. O movimento deu início a uma nova fase estética na qual ocorreu a integração de tendências que já vinham surgindo, fundamentadas na valorização da realidade nacional, e propondo o abandono das tradições que vinham sendo seguidas até então. Foi um movimento cultural global que envolvia vários aspectos, entre eles sociais, tecnológicos, econômicos e artísticos.


No Brasil, as primeiras obras modernistas surgem quando apenas se iniciava o processo de industrialização, portanto não se habilitava a solucionar necessidades sociais. No entanto, segundo Lúcio Costa, o Modernismo brasileiro justifica-se como estilo, afirmando a identidade de nossa cultura e representando o "espírito da época".

A influência de arquitetos estrangeiros adeptos do movimento, embora tenham sido arquitetos brasileiros, como Oscar Niemeyer e Lúcio Costa, que mais tarde tornaram este estilo conhecido e aceito, são os representantes deste movimento, que ficou na história.Os arquitetos modernistas buscavam o racionalismo e funcionalismo em seus projetos, sendo que as obras deste estilo apresentavam como características comuns formas geométricas definidas, sem ornamentos; separação entre estrutura e vedação; uso de pilotis a fim de liberar o espaço sob o edifício; panos de vidro contínuos nas fachadas ao invés de janelas tradicionais; integração da arquitetura com o entorno pelo paisagismo, e com as outras artes plásticas através do emprego de painéis de azulejo decorados, murais e esculturas.

João Figueira Lima, Lelé, foi um arquiteto muito importante para a arquitetura moderna, pois, cada obra arquitetônica de Lelé caracteriza-se especialmente pela busca da racionalização e da industrialização da arquitetura. Durante sua trajetória chegou a propor métodos e processos de pré-fabricação de elementos construtivos inéditos no país. A forma como a argamassa armada, em especial, e o aço foram explorados em sua obra também é fato revelador.

Concluindo este pensamento, que foi discutido a respeito da arquitetura moderna, é importante lembrar que a arquitetura moderna foi um salto para um novo pensamento e evolução para a arquitetura brasileira e no mundo todo. Foi a partir deste movimento que novas maneiras de projetar e novos materiais foram descobertos e adaptados a projetos pelos arquitetos. Estas características modernas ficaram para sempre e servirão de exemplo para inspiração de novos arquitetos, para assim poder adaptar e conceituar projetos atuais.... integrando arquitetura moderna e contemporânea!

Postado por Laís Cristina Leite




Conclusão da disciplina - Tarcila M. Volles

Os primeiros passos da Arquitetura Moderna no Brasil ocorreram na Semana da Arte Moderna de 1922. O auge do desenvolvimento da arquitetura moderna ocorreu durante o Estado Novo. Os elementos utilizados na aqruitetura moderna sao aqueles que trazem a tradiçao colonial. A horizontalidade, os vãos enormes, as vidraças e treliças, a sobriedade são aspectos comuns da nossa arquitetura civil colonial.

Os arquitetos Modernistas buscavam o racionalismo e funcionalismo em seus projetos, sendo que as características das obras deste estilo apresentavam formas geométricas definidas, sem ornamentos; uso de pilotis a fim de liberar o espaço sob o edifício; separação entre estrutura e vedação; panos de vidro contínuos nas fachadas ao invés de janelas tradicionais; integração da arquitetura com o entorno pelo paisagismo, e com as outras artes plásticas através do emprego de painéis de azulejo decorados, murais e esculturas.

Tais características podem ser observadas em três obras que revelam o auge no modernismo brasileiro são elas: Ministério da Educação; o Conjunto da Pampulha e a sede da Associação Brasileira de Imprensa.
O edifício do Ministério possue um volume em altura sobre pilotis e um outro mais baixo e perpendicular ao primeiro. Nas fachadas foram utilizados brise - soleils para controlar a incidência solar. No seu interior a planta é livre, isto é, sem paredes fixas, o que permite liberdade de uso. Alguns lugares receberam azulejos e murais do pintor Candido Portinari, artista de destaque no Movimento Moderno brasileiro, e os jardins receberam esculturas de Lipchitz, Bruno Giorgi e Celso Antonio.

Já o Conjunto da Pampulha, projetado por Oscar Niemeyer percebemos p abandono do funcionalismo exagerado dos ideais Modernos, nesta obra são utilizadas formas curvas mais livres, que buscam a beleza, não sendo o resultado final da obra somente conseqüência de sua função. E na sede da Associação Brasileira de Imprensa existia grande interesse por parte dos arquitetos brasileiros de incorporar elementos de proteção solar neste edifício devido à influência de Le Corbusier, sendo assim o projeto incorporava um brise-soleil de básculas verticais de alumínio protegendo as fachadas mas por motivos de economia, o alumínio foi finalmente substituído pelo concreto.

Os arquitetos que se destacaram, no movimento moderno brasileiro são: Lúcio Costa, Oscar Niemeyer, Affonso Eduardo Reidy, Attilio Correa Lima, os irmãos Marcelo e Milton Roberto, João Filgueira Lima e outros.

João Filgueiras Lima formou-se arquiteto em 1955 e em 1957, construiu, projetou e colaborou com Oscar Niemeyer na construção de Brasília. A racionalização na construção de Brasília, despertou nele o interesse na tecnologia do uso do concreto armado, sendo assim, ele foi para o leste europeu na busca de tecnologias de construções pré-fabricadas utilizadas naqueles países.

As obras arquitetônicas de Lelé caracterizam-se pela busca da racionalização e da industrialização da arquitetura, chegando a propor métodos e processos de pré-fabricação de elementos construtivos inéditos no país. Seu ideal de tornar a arquiteura mais humana, que possui luz e ventilação natural, sendo ao mesmo tempo racional e economicamente viável, fez com que a Rede Sarah se tornasse um símbolo de boa arquitetura em nosso país.

Mas não podemos esquecer que a arquitetura brasileira está ameaçada devido ao seu isolamento do povo. A possibilidade de desenvolvimento da arquitetura brasileira está na sua democratização, na base da satisfação das necessidades materiais e espirituais do povo. Esta democratização ocorre a partir da construção em grande escala, para atender às necessidades de milhões de brasileiros, que sofrem pela falta de habitações, hospitais, escolas, etc.

A arquitetura brasileira tem grandes problemas a enfrentar, as cidades ainda nascem e crescem de maneira desordenada submetida aos interesses econômicos. Para isso há necessidade de grandes transformações na estrutura econômica e social do país, as cidades devem ter planos diretores que atendam a necessidade de todas as classes sociais. Enquanto de um lado da cidade encontramos casas maravilhosas e modernas do outro lado destacam-se as favelas e as casas mal planejadas, sendo assim o desafio do arquiteto é encontrar uma técnica construtiva que possa ser utilizada por todas as classes sociais, e não apenas por uma minoria que possuiu boas condições financeiras.

13 comentários:

arquitetura brasileira V disse...

A arquitetura contemporânea brasileira é, sem dúvida nenhuma, fortemente influenciada pela arquitetura moderna. Visto isso um dos mais importantes arquitetos é João Figueiras Lima, o Lelé. Como definir a obra de João Filgueiras Lima? A princípio, o que me parece é que ela é uma fusão da arquitetura, do design e da engenharia. Isso significa que o arquiteto conseguiu expor em suas obras o extraordinário controle das técnicas construtivas e a disposição para responder a uma ampla gama de problemas projetuais, que vão desde a escala de um complexo hospitalar a um simples banco de praça. A obra de Lelé não tem paralelos no Brasil, e diante disto devemos rever alguns dos critérios do modernismo muitas vezes aplicados sem razão. É verdade que ele pertence a uma geração marcada pelo gigantesco empreendimento da construção de Brasília. Para ele esta surgiu como uma possibilidade inédita de pensar a arquitetura do ponto de vista da sua inserção no processo produtivo industrial. A construção em grande escala e curto prazo pode ter significado um envolvimento mais produtivo com os problemas vinculados à racionalização dos métodos e processos construtivos um raciocínio em termos de produção em série, modulação, elementaridade e repetição. Desta maneira não é difícil compreender porque o problema da relação entre projeto e modo de produção industrial veio a assumir lugar central na obra de Lelé desde a primeira encomenda recebida pelo arquiteto. As dificuldades com que se depara o jovem recém-formado – da exigüidade do prazo à indisponibilidade de material e ausência de toda sorte de infra-estrutura – acendem seu interesse pela pré-fabricação de tal modo que daí em diante seria quase impossível pensar sua obra senão atentando para sua descendência direta do canteiro de obras de Brasília. Essa mesma experiência ajuda também a esclarecer outros aspectos pelo qual o trabalho de Lelé veio a se diferenciar do quadro da arquitetura moderna no Brasil. Lelé é diferente pois propõe um experimentalismo incessante que importa numa concepção de forma que se poderia dizer “aberta”. Ele lançou-se a frente do seu tempo. Há uma espécie de inconformismo latente na obra de Lelé, que pode levar à exploração mais recente da estrutura metálica quanto à longa investigação da argamassa armada. De maneira simples, o que está em jogo é uma tarefa nada fácil: viabilizar a produção em série numa sociedade ainda profundamente resistente à industrialização e à racionalização da construção, sem por isso cair no “formalismo técnico”. Para nosso arquiteto, conceber a arquitetura como processo significa prever um sistema aberto, sem forma pré-estabelecida, capaz de expandir-se e adaptar-se virtualmente ao infinito que caracteriza as melhores obras do arquiteto. Graças a esta espécie de inacabamento fundamental, por princípio oposto a uma forma definida e estável, o primeiro hospital da rede Sarah, por exemplo, chega a ter hoje cerca de 3 x sua área original de duas décadas atrás. E isso sem que o mesmo fosse descaracterizado. É um interesse o mecanismo da repetição, afinal, que se faz presente ora nos sheds que ajudam a controlar a ventilação dos ambientes, ora no princípio modular que se deixa flagrar aqui e ali. Há de fato um pensamento econômico envolvendo desde questões formais até a definição de prazos, recursos materiais e financeiros, e não apenas sistemas de controle ambiental destinados a extrair rendimento máximo das fontes de energia. Por isso a imagem dos favos de colméia de que o arquiteto se serve para introduzir sua obra. Fonte: vitruvius Postado por: Michaele C. Chiodini

Milena disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Milena disse...

“... certo consenso de que uma arquitetura pensada segundo os princípios da industrialização (portanto “padronizada”) tenderia a ser menos livre que aquela concebida pela mão que, sem peias, especula sobre a folha de papel. Ora, o que Lelé vem provando há décadas por meio de sua prática projetual é que tal interpretação apenas releva nossa incapacidade de compreender e de explorar produtivamente outros conceitos de forma – nomeadamente, aqueles regidos pela lógica industrial. Despreparo, diga-se de passagem, muito bem ilustrado pela dificuldade que nossos chefes de fileira modernos – Costa e Niemeyer – sempre tiveram de compreender a arquitetura moderna que não fosse a lecorbusiana.”¹

Acredito que João Filgueiras de Lima, o Lelé, é um modernista devido ao acaso, por ter iniciado na arquitetura com um time de “grandes”. Lelé iniciou-se como arquiteto nos canteiros de obra da monumental cidade de Brasília, onde essa experiência juntamente com o convívio com o arquiteto Oscar Niemeyer teve forte influencia em sua arquitetura, despertando-o para projetos com soluções rápidas (pré-fabricados) e claro, com um traço livre, pouco sinuoso e informal.
Ao contrário de outros arquitetos desta mesma época, Lelé tem sua arquitetura voltada ao social; obras públicas, “sempre motivado por encontrar soluções que possam melhoras as necessidades básicas, seja na construção de escolas, de creches”², vinculados a sistemas construtivos dotados de boa arquitetura e o melhor, com custo baixo e diretamente ligados a soluções climáticas mais apropriadas as condições brasileiras de clima.
A colega Deisi dos Santos coloca muito bem as críticas e suas conseqüências a respeito da arquitetura moderna - e por isso acredito que Lelé é um modernista do acaso - e depois de ler tais observações tenho que concordar com o que disse Lúcio Costa a respeito de Lelé: “Era o elemento que estava faltando para preencher grave lacuna no desenvolvimento da nossa arquitetura”.

A arquitetura contemporânea é interpretada como uma crítica a arquitetura moderna, porém com alguns lastros da mesma como horizontalidade e grandes vãos (isso lhe lembra algo? ver projetos da Rede Sarah Kubitschek, Sarah-Rio).

¹ ² Revista AU, Ano 23, Outubro de 2008 pág. 54 – 64.

Milena P. Botelho

arquitetura brasileira V disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
arquitetura brasileira V disse...

carolina m. buchen

arquitetura brasileira V disse...

arquitetura brasileira V disse...
A arquitetura moderna teve inicio no Brasil no ano de 1922 com a semana da arte moderna. Foi um momento de intensa reflexão a respeito da arquitetura vigente, e de busca por uma nova arquitetura.
Esta nova arquitetura adotada buscou uma ruptura com o passado, e a melhoria das edificações. Ficou evidenciado a preocupação com a implantação do edifício no terreno, o uso de proteção contra o sol e a valorização do usuário.
Foi com a arquitetura moderna que a arquitetura brasileira buscou sua identidade própria, não mais pegando modelos internacionais e implantando-os em nosso país.
Sabemos que vivemos hoje uma arquitetura contemporânea, mas os traços da arquitetura moderna estão presentes na maioria das construções de hoje em dia. Os grandes vãos, estruturas em balanço, brises , o uso de concreto armado e também de estruturas metálicas são utilizados hoje nas edificações de uma maneira mais contemporânea.
Nas residências contemporâneas, o uso do concreto, o vidro, os vãos maiores e principalmente as linhas retilíneas são bastante evidentes. A casa cubo é um ícone da arquitetura contemporânea, mas a meu ver, é antes de tudo, uma herança da arquitetura moderna.
Uma das principais críticas ao modernismo é que o mesmo não levou em conta a funcionalidade da obra e que não pensava no coletivo. João Figueiras Lima, o Lelé, foi um importante arquiteto modernista que ficou conhecido por pensar no coletivo.
Seus principais projetos foram hospitais, como a rede Sarah em Brasília, escolas e equipamentos públicos projetados para as massas. As suas obras se destacam pela racionalização e da industrialização da arquitetura, mas sempre uma arquitetura viável.
Lelé é considerado o último arquiteto modernista brasileiro, que conseguiu um elo muito importante com a arquitetura contemporânea e as tecnologias que o mesmo utilizava são muito presentes nesta arquitetura.
O que tiro de conclusão do que foi visto e analisado durante a disciplina é que o movimento moderno trouxe identidade para a arquitetura brasileira. Apesar de não ser a arquitetura vigente hoje, a arquitetura brasileira é mundialmente conhecida por suas obras e arquitetos modernistas, principalmente Oscar Niemeyer e João Figueiras Lima. Concluo também que apesar de não vivermos mais o modernismo, a arquitetura contemporânea é o que nos foi deixado do modernismo, é a evolução da arquitetura daquele século. O que falta para a arquitetura contemporânea realizar o ideal da arquitetura moderna é o pensamento coletivo, a produção para as massas, a racionalização das construções.
O que precisamos é de uma sociedade igual e nivelada, sem diferenças sociais. Só assim as cidades serão realmente contemporâneas, pois não serão apenas demonstração de grandiosidade e bom gosto e sim cidades de homens iguais.

Carolina M.Buchen

arquitetura brasileira V disse...

Neste semestre pudemos estudar todas as fases das arquitetura no Brasil. Percebemos que cada movimento, apesar de se diferenciar um do outro, se inspira nos movimentos passados. Na minha opiniao, a melhor época da arquitetura brasileira foi o modernismo. Foi quando o Brasil conseguiu ser reconhecido mundialmente por sua arquitetura. A criação de Brasília, e arquitetos como Oscar Niemeyer, Lelé, Lúcio Costa e etc. Infelizmente, o modernismo não pode ser visto em qualquer lugar, a arquitetura modernista era muita cara, impossibilitando o uso da mesma em todas as classes. Foi aí que Lelé se destacou, utilizando a arquitetura Moderna de forma popular, construindo prédios público, baratos, pré-moldados, modernos e maravilhosos. Atualmente a arquitetura que se detaca é a contemporânea, que na minha opiniao é uma mistura de todas as fases, mas com certeza com grande ênfase a arquitetura moderna. Bom seria se nosso país conseguisse mantar o padrão de Brasilia em todo Brasil.

Acadêmica: Ana Luiza Lubitz

arquitetura brasileira V disse...

Conclusão da disciplina - por Laís Cristina Leite

O Modernismo foi um movimento artístico e cultural que se iniciou na Europa e começou a ter seus ideais difundidos no Brasil a partir da primeira década do século XX, através de manifestos de vanguarda, principalmente em São Paulo, e da Semana da Arte Moderna, realizada em 1922. O movimento deu início a uma nova fase estética na qual ocorreu a integração de tendências que já vinham surgindo, fundamentadas na valorização da realidade nacional, e propondo o abandono das tradições que vinham sendo seguidas até então. Foi um movimento cultural global que envolvia vários aspectos, entre eles sociais, tecnológicos, econômicos e artísticos.
No Brasil, as primeiras obras modernistas surgem quando apenas se iniciava o processo de industrialização, portanto não se habilitava a solucionar necessidades sociais. No entanto, segundo Lúcio Costa, o Modernismo brasileiro justifica-se como estilo, afirmando a identidade de nossa cultura e representando o "espírito da época".
A influência de arquitetos estrangeiros adeptos do movimento, embora tenham sido arquitetos brasileiros, como Oscar Niemeyer e Lúcio Costa, que mais tarde tornaram este estilo conhecido e aceito, são os representantes deste movimento, que ficou na história.Os arquitetos modernistas buscavam o racionalismo e funcionalismo em seus projetos, sendo que as obras deste estilo apresentavam como características comuns formas geométricas definidas, sem ornamentos; separação entre estrutura e vedação; uso de pilotis a fim de liberar o espaço sob o edifício; panos de vidro contínuos nas fachadas ao invés de janelas tradicionais; integração da arquitetura com o entorno pelo paisagismo, e com as outras artes plásticas através do emprego de painéis de azulejo decorados, murais e esculturas.
João Figueira Lima, Lelé, foi um arquiteto muito importante para a arquitetura moderna, pois, cada obra arquitetônica de Lelé caracteriza-se especialmente pela busca da racionalização e da industrialização da arquitetura. Durante sua trajetória chegou a propor métodos e processos de pré-fabricação de elementos construtivos inéditos no país. A forma como a argamassa armada, em especial, e o aço foram explorados em sua obra também é fato revelador.
Concluindo este pensamento, que foi discutido a respeito da arquitetura moderna, é importante lembrar que a arquitetura moderna foi um salto para um novo pensamento e evolução para a arquitetura brasileira e no mundo todo. Foi a partir deste movimento que novas maneiras de projetar e novos materiais foram descobertos e adaptados a projetos pelos arquitetos. Estas características modernas ficaram para sempre e servirão de exemplo para inspiração de novos arquitetos, para assim poder adaptar e conceituar projetos atuais.... integrando arquitetura moderna e contemporânea!

Postado por Laís Cristina Leite

arquitetura brasileira V disse...

Conclusão da disciplina: Lizziane Mylena Volkmann


A arquitetura brasileira passou a ter reconhecimento a partir das obras de arquitetos modernistas como Lucio Costa e Oscar Niemeyer, e com estes as técnicas entre as quais se destacam principalmente o concreto armado geralmente em traços ou formas geométricas simples. Além deste reconhecimento a partir das novas técnicas, a essência permanece ainda como base atual e desenvolvimento para muitos arquitetos contemporâneos.
Primeiramente a arquitetura moderna sofreu muito com críticas pois se tratava de um novo estilo, uma nova identidade muito diferente da reconhecida arquitetura européia. Mas a medida que iam surgindo projetos e construções, como uma das principais Brasília, a arquitetura foi se afirmando e tomando lugar em conceitos internacionais. Ainda como base para esses arquitetos percussores do modernismo pode se citar a influencia de Le Corbusier.

Uma das principais características dos arquitetos modernistas foi a adaptabilidade as condições locais como clima e topografia, garantindo crédito a nova arquitetura. Desta maneira, os arquitetos passaram a ter uma preocupação em analisar diversos aspectos do local garantindo certa segurança e perspectivas futuras além de credibilidade. Além disto, como já foi citado, essa preocupação em análises serviu também como base para os arquitetos contemporâneos. Desta maneira, desenvolveu-se uma arquitetura com grande variedade de materiais e elementos como metais, madeira, vidro e concreto, além da preocupação com materiais sustentáveis, o qual é a temática atual da arquitetura.

Assim como esses conceitos de diversas análises foram mantidas na arquitetura contemporânea, também se teve uma preocupação com estudos econômicos, devido aos custos elevados da arquitetura moderna. Com isto passou a se desenvolver técnicas e materiais que trouxessem economia de custos e tempo para a obra por meio da continuação de traçados modernos mas com a racionalização de espaços.

Uma das principais características da arquitetura contemporânea antes não vista, é a preocupação com questões sociais. Atualmente a busca pela influência sobre uma grande população, vem se tornando muito forte, principalmente a influência no espaço urbano com a implantação de um projeto. Assim, ao estudar a evolução da arquitetura moderna à contemporânea, podemos citar um dos arquitetos mais importantes deste período: João Fogueira Lima, mais conhecido como Lelé.

Este arquiteto pode ser considerado como um dos mais completos em relação ao estilo contemporâneo. Entre as principais características pode-se destacar a utilização da arquitetura pré-fabricada e tecnologias construtivas que permitem rapidez na execução com redução de custo e mínimo de desperdício, como por exemplo a arquitetura modular muito utilizada por este arquiteto em projetos como Hospitais da rede Sarah Kubitschek.

Desta maneira pode-se concluir a necessidade da preocupação com diversos fatores e sua aplicação nas construções. Além disto, percebe-se a importância do resgate de diversos aspectos importantes que marcaram cada estilo na arquitetura brasileira e a partir disto suas adaptações e inovações tecnológicas. É muito importante que novos arquitetos não percam esses conceitos e procurem sempre se basear em projetos como deste arquiteto que além da estética se preocupa com o conforto dos usuários, custos e desperdícios. Assim podemos garantir que a arquitetura continue evoluindo com qualidade e responsabilidade social.

solange disse...

Foi com a arquitetura do modernismo, que o Brasil foi em busca de uma identidade, pensando no projeto e adaptando com o clima brasileira e sua cultura. Até então o Brasil copiava a arquitetura do exterior,e colocava aqui sem se preocupar com o clima e sua cultura.O concreto armado foi o marco da arquitetura moderna no Brasil, com o concerto armado o Brasil começou a se torna conhecido no mundo todo.Uma critica muito forte ao modernismo foi a funcionalidade de suas obras , e a falta de preocupação com construções coletivas.O carioca João Filgueiras Lima, o Lelé, foi um dos últimos protagonistas do cenário do modernismo no Brasil, atuando com outros mestres da arquitetura no nascimento de Brasília.Sendo influenciado pela necessidade de racionalização na construção de Brasília, seus projetos começaram a apresentar tecnologias construtivas pré-fabricadas e ligadas ao clima.
A obra arquitetônica de Lelé caracteriza-se especialmente pela busca da racionalização e da industrialização da arquitetura. Como elementos inéditos trazidos para o país podemos citar a argamassa armada e o aço, explorados em suas obras.
E até hoje na arquitetura contemporâneo percebemos a influência da arquitetura moderna, e como ela foi importante para a cultura do Brasil. Cada vez mais os arquitetos conseguem trabalhar em grandes vãos graças a utilização do aço, que começou a ser trabalhado no final do modernismo e cada vez mais evoluindo .Então percebemos que nos arquitetos precisamos analisar as obras que já foram construídas e evoluir a partir disso, e assim construí á história da arquitetura brasileira, baseado nas grandes obras que já foram construídas , e devemos assim preservá-las para nossa analise .

Solange Tomio

Jaqueline Stiehler disse...

O modernismo foi um grande marco na arquitetura brasileira, principalmente para o Brasil que se destacou mundialmente através do concreto armado. Mas infelizmente os arquitetos modernistas pensavam somente na estética e na beleza da obra esquecendo um pouco a funcionalidade da edificação.
Entre os arquitetos da arquitetura moderna do Brasil, destaca-se Lelé suas obras destacam-se pela combinação entre a exploração da industrialização na construção civil e a criação de componentes pré-fabricados em série, recurso da forma livre, freqüentemente sinuosa, herdada de seu convívio com Oscar Niemeyer (1907).
O diferencial de Lelé, porém, é o baixo custo e curto prazo. Seus projetos para a construção de edifícios – em particular hospitais – são todos com custos muitos reduzidos, aspecto relevante apenas para um raro grupo de arquitetos que, além de dominarem o ofício de criar e construir valoriza o lado social das obras. Lelé é um arquiteto que se preocupa com a estética, mas principalmente com a funcionalidade da edificação, seu traço definido e objetivo nos leva a pensar que tem habilidades inatas para a arquitetura, mas ele próprio já declarou em entrevistas: "coisas inesperadas me levaram a fazer o curso".
Assim como no modernismo os grandes vãos, balanços sobre pilotis, monumentalidade, horizontalidade estão presentes também no período contemporâneo.
A arquitetura contemporânea nos remete as novas tendências do mundo, as preocupações com a funcionalidade e a sustentabilidade estão presentes nas obras. Tornando assim os projetos mais econômicos e funcionais sem contar que estamos nos preocupando e preservando a natureza pois a mesma está cada vez mais presente no nosso dia-dia.

Felipe Ferreira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Felipe Ferreira disse...

No Brasil, as primeiras obras Modernistas surgem quando apenas se iniciava o processo de industrialização, portanto não se habilitava a solucionar necessidades sociais. No entanto, segundo Lúcio Costa, o Modernismo brasileiro justifica-se como estilo, afirmando a identidade de nossa cultura e representando o "espírito da época".
No campo da arquitetura, o Modernismo foi introduzido no Brasil através da atuação e influência de arquitetos estrangeiros adeptos do movimento, embora tenham sido arquitetos brasileiros, como Oscar Niemeyer e Lúcio Costa, que mais tarde tornaram este estilo conhecido e aceito.
Os arquitetos Modernistas buscavam o racionalismo e funcionalismo em seus projetos, sendo que as obras deste estilo apresentavam como características comuns formas geométricas definidas, sem ornamentos; separação entre estrutura e vedação; uso de pilotis a fim de liberar o espaço sob o edifício; panos de vidro contínuos nas fachadas ao invés de janelas tradicionais; integração da arquitetura com o entorno pelo paisagismo, e com as outras artes plásticas através do emprego de painéis de azulejo decorados, murais e esculturas.
Em sua versão hegemônica, e mais prolífera, a arquitetura brasileira moderna decantou o programa moderno no desenho de edifícios que recusam o diálogo com o meio urbano a que a princípio deveriam responder. Por certo uma crítica ao caos da grande cidade brasileira, essa arquitetura formulou ora uma negação completa, ora uma introjeção indesejável dos mecanismos mais irracionais da produção urbana. Por enquanto será suficiente considerar que a grande arquitetura brasileira do século 20 pretendeu opor um objeto arquitetônico à textura fragmentada e violenta dessas cidades, ainda que faça parte dessa lógica perversa -a produção de cidades na periferia do capitalismo- a excepcionalidade e a absorção produtiva dos contrários.
Lúcio Costa é quem joga luz sobre os desdobramentos dessa arquitetura quando, nos anos 80 diz, ao saudar um dos mais notáveis frutos dessa modernização arquitetônica, o arquiteto João Filgueiras Lima, dito Lelé: "Era o elemento que estava faltando para preencher grave lacuna no desenvolvimento da nossa arquitetura".
Seria Lúcio Costa a aperceber-se, passadas décadas, dos problemas gerados por aquela arquitetura que ele aderira entusiasticamente nos anos 40 -de forte caráter inventivo e em busca exclusiva da beleza das formas de concreto? Porque, ao ressaltar as características da obra de Lelé ("voltado para a tecnologia construtiva do 'pré-moldado', enfrenta e resolve de forma racional, econômica e com apurado teor arquitetônico os mais variados e complexos desafios que o mundo social moderno programa e impõe") explica, por oposição, a "grave lacuna" a que se referira: o afastamento do caráter construtivo e a ausência de programa social da arquitetura brasileira.
Como essa "síntese" não se disseminou (o aspecto construtivo da arquitetura, o programa social e a "arte") podemos, seguindo nossa hipótese inicial, concluir que a obra de Lelé, por tampouco sublimá-la, possui tensões não resolvidas, o que permitiria uma verificação, digamos, mais didática, dos conflitos existentes na modernização arquitetônica de um país periférico. Em tempo: essa lacuna jamais poderia ser preenchida, e a obra de Lelé é um ensaio sobre tal impossibilidade.
Fonte:http://pphp.uol.com.br/tropico/html/textos/1689,1.shl
Postado por: Felipe Ferreira