terça-feira, 24 de novembro de 2009

A POÉTICA DA FORMA


Equipe: Amina S. Trauczynski, Bruna Spengler, Solange Tomio e Tarcila Volles


AFFONSO REIDY




O arquiteto Affonso Eduardo Reidy (1909-1964), é considerado um dos pioneiros na introdução da arquitetura moderna no Brasil.



Pertenceu à primeira geração de arquitetos modernos brasileiros que se alinharam ao lado dos LCs – Le Corbusier e Lúcio Costa.



A Arquitetura de Reidy se desenvolve a partir de duas origens importantes: a influência intelectual de Lúcio Costa e a absorção de elementos da obra de Le Corbusier. No entanto, não é a afiliação corbusiana que define a importância da sua obra, mas o modo em que esta é desenvolvida e transcendida. Muitos, em várias partes do mundo, também usaram como ponto de partida o sistema formal criado por Le Corbusier, mas poucos foram capazes de ir além do seu uso como imagen aggiornata e adaptá-lo tão bem às realidades locais quanto Reidy (VITRUVIUS).



Suas obras são importantes pois Reidy soube absorver as propostas dos estilos internacionais e interpretá-las no contexto brasileiro.



No fim da década de 1930, fez parte da equipe de arquitetos que projetaram o edifício do Ministério da Educação e Saúde no Rio de Janeiro, neste projeto trabalhou junto de Oscar Niemeyer, sob a direção de Lúcio Costa e com a colaboração do próprio Corbusier. Em 1954 projetou o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, obra de concepção estrutural arrojada. Também foi responsável pelo projeto do Conjunto Habitacional Pedregulho, considerado arrojado pela sua concepção espacial e pela prioridade dada aos equipamentos de lazer e convivência.



Existem inúmeras outras obras de Reidy, porém a seguir, pode-se observar as 3 citadas acima.




Ministério da Educação e Saúde



O MEC trata-se de um edifício público localizado no centro da cidade do Rio de Janeiro.
O edifício é considerado um marco da Arquitetura Moderna Brasileira, tendo sido projetado por uma equipe composta por Lucio Costa, Carlos Leão, Oscar Niemeyer, Affonso Eduardo Reidy, Ernani Vasconcellos e Jorge Machado Moreira, com a consultoria do arquiteto franco-suíço Le Corbusier. Tal projeto ensaia a utilização da arquitetura funcionalista da matriz corbuseana no país, além de introduzir novos elementos.
O projeto procura seguir as recomendações de Le Corbusier para o que ele considerava uma "nova arquitetura": seu bloco principal está suspenso sobre pilotis , possui a estrutura portante livre das paredes e divisórias internas, e está vedado por cortinas de vidro. Seu térreo possui um pé-direito monumental de mais de 9 metros de altura, e o edíficio todo possui 14 andares. Foi um dos primeiros edifícios, em todo o mundo, a fazer uso do recurso do brise-soleil a fim de evitar a incidência direta de radição solar em sua fachada norte.
A implantação acontece de forma a criar no terreno (o qual ocupa um quarteirão inteiro no centro do Rio de Janeiro) uma praça pública que tem no pavimento térreo do edifício um elemento de permeabilidade.
É uma maravilha a própria existência do prédio, com suas fachadas, uma em vidro e a outra de brises soleil. Sem ele, a arquitetura brasileira não teria chegado aonde chegou, nem a arquitetura mundial teria se alterado tão profundamente. A reconstrução da Europa pós-guerra, o prédio da ONU, o International Style, dos anos 1950, têm, de alguma forma, a contribuição de nosso conterrâneo. (VITRUVIUS)













Museu de Arte Moderna



O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM) é uma das mais importantes instituições culturais do Brasil. Localiza-se na cidade do Rio de Janeiro, no Parque do Flamengo.



Este museu pode ser considerado como a obra mais conhecida de Affonso Reidy, seguindo a orientação da arquitetura racionalista, destacando-se pelo emprego de estruturas vazadas e pela integração com o entorno.



Uma característica marcante das obras de Reidy, encontrada no Museu de Arte Moderna, assim como na maioria de suas obras, é a utilização do edifício linear, tratando-se geralmente de um bloco retangular que pode aparecer em vários tamanhos e alturas. Pode estar implantado isoladamente ou combinado com outros, dobrado ou curvado, adaptando-se ao programa ou ao sítio.










Conjunto Habitacional Pedregulho



O Conjunto Residencial Prefeito Mendes de Moraes, conhecido como Pedregulho, foi projetado pelo arquiteto Affonso Eduardo Reidy a partir de 1947, para abrigar funcionários públicos do então Distrito Federal, quando ainda era no Rio de Janeiro



A estética e os princípios defendidos por Le Corbusier se fazem sentir no projeto do Pedregulho, no cuidado com as tecnologias aplicadas na construção, na economia de meios utilizados e nas preocupações funcionais estreitamente relacionadas às soluções formais: controle da luz e da ventilação, facilidade de circulação. Se a inspiração teórica e o método são tributários do programa corbusiano, o vocabulário plástico empregado beneficia-se das soluções de Oscar Niemeyer (1907) para o conjunto da Pampulha (1942 - 1944), em Belo Horizonte: a retomada de arcos e abóbadas, as linhas curvas e os desenhos ondulantes... (ITAÚ CULTURAL).



O Conjunto Habitacional Pedregulho abriga blocos residenciais e áreas de serviços comuns: jardim-de-infância, maternal, berçário, escola primária, mercado, lavanderia, centro sanitário, quadras esportivas, ginásios, piscina, vestiários e centro comercial. Na concepção arquitetônica do complexo, com 328 unidades, cada obra é definida por um volume simples, integrado a um conjunto mais amplo, onde a forma indica a diferença de funções: o paralelepípedo destina-se aos prédios residenciais; o prisma trapezoidal aos edifícios públicos; e as abóbadas, às construções desportivas. A intenção de manter a vista da baía de Guanabara para todos os apartamentos leva Reidy a projetar uma grande construção sobre pilotis, que dribla o declive natural da área pelo uso de passarelas, e uma avenida posterior no topo do terreno, recursos que dispensam elevadores. Os pilotis de alturas variáveis constituem outra solução original empregada em função dos desníveis do solo.
Sites acessados:














http://pt.wikipedia.org/wiki/Afonso_Eduardo_Reidy
http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq040/arq040_03.asp
http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_IC/index.cfm?fuseaction=marcos_texto&cd_verbete=4442
http://www.educatorium.com/projetos/projetos_int.php?id_projetos=7

DDG ARQUITETURA



A DDG Arquitetura é composta por Celio Diniz, Eduardo Canellas, Eduardo Dezouzart, e Tiago Gualda, todos arquitetos urbanistas formados pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1999.


Como poderá ser observado nas obras apresentadas abaixo, o escritório da Arquitetura DDG, possui uma influência Modernista Carioca; tal característica é bastante marcante através da utilização de elementos deste período.






Colégio Cruzeiro


Situado em terreno em declive, este projeto trata-se da extensão de um tradicional colégio particular no Rio de Janeiro. Buscou-se utilizar conceitos de sustentabilidade às questões ecológicas. Ao privilegiar o conforto ambiental e incorporar conceitos da arquitetura bioclimática - como iluminação e ventilação naturais - o projeto conseguiu reduzir de forma extrema o consumo de energia da edificação.


O complexo de cerca de 11.000m2 deverá receber 1.200 alunos de 12 a 17 anos.


Optou-se por criar corpos semi-independentes afim de estimular a circulação pelos espaços abertos, criando diferentes locais de convívio. Utiliza-se alguns elementos característicos do modernismo brasileiro, como os brise-soleil, os pilotis e os terraços-jardim, clara referência a obras paradigmáticas específicas, como o Conjunto do Pedregulho de Affonso Reidy.


A idéia é que, no futuro, os telhados verdes do conjunto abriguem coletores solares e outras tecnologias que tornem a escola auto-suficiente energeticamente. O grande jardim central, situado entre os dois blocos de salas de aula, exerce um papel relevante na composição do conjunto, reunindo os alunos nas horas livres e atuando como um regulador térmico do clima local. Além desses conceitos, o projeto adota outros, como iluminação artificial eficiente, automação predial, materiais de baixa condutibilidade e capacidade térmica


O conjunto surpreende por unir a tradição dos mestres cariocas modernistas com a seriedade das soluções para um programa complexo, que objetiva cumprir com os mais recentes e exigentes padrões internacionais.






Circo Voador do Rio de Janeiro


O Circo Voador, importante equipamento cultural carioca e berço de importantes bandas do cenário nacional desde o início da década de 80, teve seu fechamento decretado em 1996 pela prefeitura da cidade. Em meados de 2001, após a estruturação do movimento em prol da reabertura do Circo, a prefeitura lançou concurso nacional de projetos de arquitetura para sua construção no mesmo local, na área da Lapa, mas com o terreno diminuído.


A proposta do novo Circo Voador é baseada na criação de formas e espaços dinâmicos com forte identidade sem, no entanto, abandonar o despojamento característico do Circo original. Ainda como premissa mantida no novo projeto, a permeabilidade dos espaços foi buscada a todo instante enaltecendo o movimento das pessoas pelas rampas, jardins e varanda. As edificações descolam-se do solo gerando uma planta geral versátil. Os espaços internos se confundem com os externos reiterando o caráter democrático do novo Circo.


A Nave Principal, edificação de maior volume, possui uma forma esférica simples, uma lona de PVC, que “nasce” por entre as palmeiras, de altura inferior ao próprio aqueduto antigo, que transforma-se em pórtico de entrada de todo o complexo. Desta forma, os Arcos da Lapa têm sua importância respeitada ao mesmo tempo que se integram ao Circo Voador harmoniosamente.


A proposta é orientada por um gesto dinâmico de ocupação do terreno. Isto é possível graças à utilização de um sistema que organiza os elementos do projeto em torno de um vórtice, distribuíndo-os pela periferia do terreno. As edificações estão em meio a um turbilhão, gerado pela instabilidade da Nave Principal. O grande eixo de palmeiras existentes articula as duas principais áreas do terreno, entrecortado transversalmente por diversos caminhos rasgados por entre jardins. Luz e sombras projetadas pelo sol definem espaços e sensações.







 Sites acessados:

http://www.vitruvius.com.br/institucional/inst96/inst96.asp

www.ddgarquitetura.com.br

 MEIA DOIS NOVE ARQUITETURA E CONSULTORIA





A meia dois nove - Arquitetura & Consultoria tem suas origens na atuação, como autônomo, do arquiteto José Maria Coelho Bassalo, que, em 1985 estabeleceu um escritório informal para a elaboração de projetos de arquitetura. Mais tarde, com as participações do engenheiro Fernando Amaral Guimarães (1987 a 1990), e do arquiteto Alexandre Câmara Dantas (1994 a 1997), a execução de obras passou a figurar entre os seus serviços prestados.






Capela Mortuária, Belém (PA)


Esta obra trata-se do principal marco de um novo cemitério em Belém do Pará.


A capela, em 314 m2 de área construída, contém dois conjuntos de câmaras-ardentes dotados, cada um, de reservado ambiente de apoio com banheiro e copa.


Ainda integra a edificação uma lanchonete e uma floricultura, além do setor administrativo composto por duas salas de escritórios, banheiro de funcionários e depósito.


Os arquitetos utilizaram formas variadas que mudam de acordo com a posição do observador. Também foram utilizados cores e materiais contrastantes a fim de acentuar o impacto visual, principalmente quando a obra é vista de longe.


Possui uma única entrada, bem identificada e protegida por uma marquise de metal, dando acesso a um hall a partir do qual se tem acesso às capelas. As aberturas para entrada de luz procuram criar ambiente de recolhimento.


A capela mortuária é o edifício principal do complexo funerário, o qual adota o conceito de cemitério-parque. No complexo em questão, 27.200 sepulturas distribuem-se em 13 hectares de terreno plano, o que torna monótona grande parte da ainda pouco arborizada paisagem do cemitério. Por esse motivo, a capela assume condição de ponto focal do conjunto.















Estação de Pesquisas Científicas Ferreira Penna


Projeto concebido em 1990, vencedor de concurso nacional, realizado pelo Museu Paraense Emílio Goeldi, proprietário da Estação. Localizado na Floresta Nacional de Caxiuanã, no município de Melgaço, no Pará, o complexo arquitetônico possui uma área de 3.622,00 m², e foi projetado de maneira a preservar a vegetação existente na área.


Os edifícios do conjunto utilizam, em seus pisos, lajes pré-moldadas elevadas cerca de 80 cm do solo, sobre as quais erguem-se paredes em alvenaria de tijolos cerâmicos. As coberturas, sustentadas por estruturas em madeira, são constituídas por telhas cerâmicas, e todas as esquadrias são fabricadas em PVC.


A Estação destina-se a apoiar programas de pesquisa de curto, médio e longo prazos, do Museu Goeldi e da comunidade científica, possuindo, para isso, laboratórios, biblioteca e infra-estutura completa para alojar pesquisadores.













Feira da Cidade


Projeto contratado pela Prefeitura Municipal de Ananindeua, Região Metropolitana de Belém, para abrigar a “Feira do Quatro”, um importante ponto comercial da cidade. Já consolidada como equipamento urbano, a feira era importante não só para o abastecimento da cidade, mas também para a subsistência das centenas de famílias de trabalhadores informais.


A construção localiza-se em lote próximo ao ponto de maior concentração dos feirantes, caracteriza-se por uma tenso estrutura constituída de pilares em aço e cobertura em membrana de fibra de poliéster revestido com PVC. Tal cobertura tem formato triangular, com mais de três mil metros quadrados. Os principais fatores que concorreram para a adoção da tensoestrutura foram o curto prazo disponível para a entrega da obra e a limitação dos recursos destinados à sua execução. A estrutura metálica e a tensoestrutura de formato triangular e com exatos 3.127,15 m² puderam ser executadas e montadas em 80 dias de trabalho. O material, uma membrana em fibra de poliéster revestida com PVC, foi importado da Alemanha e tem dez anos de garantia de fábrica. Por sua translucidez, a membrana (de cor branca com detalhes azuis) permite o funcionamento diurno do pavilhão sem iluminação artificial, proporcionando uma importante economia de energia.


A ideia, desde o início, era a de que a área deveria ficar próxima da feira anterior, para garantir a aceitação da população. Assim, a opção recaiu sobre dois lotes de frente para a avenida Arterial 18, situados a 150 m da antiga feira. A implantação e distribuição dos pontos de venda e serviços no pavilhão foram concebidas de maneira a dar fluidez à circulação e acesso igualitário a todos os boxes e bancas. As duas grandes circulações que cruzam a feira cumprem o papel de acessos principais. O programa de necessidades da nova feira foi concebido de maneira a garantir abrigo a todos os cadastrados. O primeiro tipo é o boxe fechado (num total de 38 unidades), cada um com uma área média de 8 m², ocupado pelo pequeno comércio que ficava no canteiro central da avenida. Foram executados em alvenaria, com fechamentos de portas metálicas do tipo esteira e cobertos com laje de forro. A implantação desses boxes na periferia da feira previu aberturas para o interior do pavilhão e para as vias públicas, de maneira a possibilitar o comércio pelos dois lados.


Os boxes abertos, 46 ao todo, foram localizados no centro da feira, distribuídos em ilhas, de forma setorizada, considerando-se a afinidade entre a natureza dos produtos negociados. Têm configuração idêntica, com áreas médias de 4,25 m² cada um, construídos em alvenaria revestida de pastilhas e são dotados de balcão de atendimento em granilite, pia de aço inox e espaço para refrigerador. O terceiro tipo - dois espaços em ilha para venda de caranguejo, com oito tanques cada - dispõe de estrutura em alvenaria revestida de pastilhas, com varal em aço para exposição da mercadoria, além de pontos de água para lavagem dos crustáceos.


O quarto e mais numeroso espaço é o das bancas dos feirantes. São 254 unidades, todas com a mesma linguagem formal, e algumas variações de constituição física e dimensão de acordo com as necessidades dos produtos e também da disponibilidade de área. As bancas apresentam dimensões variadas (1,10 m x 0,80 m, 1,30 m x 0,80 m, 1,55 m x 0,80 m, 1,70 m x 0,80 m e 1,80 m x 1,80 m) e foram construídas em alvenaria, madeira e aço (32 unidades), ou em madeira e aço (as 222 restantes). As construídas em alvenaria, madeira e aço estão destinadas ao comércio de carnes e mariscos. Têm base de alvenaria revestida de pastilhas, balcão de granilite sobre placa de concreto, ponto de água e esgoto para lavagem dos produtos, varal em tubo de aço para exposição das mercadorias, e armário de madeira para guardar estoque e utensílios.


As demais bancas foram estruturadas por um pórtico tubular em aço, fixo ao piso por parabolts que seguram um caixote de madeira elevado 25 cm do solo, cujo tampo é usado para a exposição de mercadorias, enquanto no seu interior é guardado o estoque e os utensílios. A estrutura metálica porticada também funciona como varal expositor e, em alguns casos, como suporte para instalações elétricas.




















Sites acessados:

http://www.revistaau.com.br/arquitetura-urbanismo/183/artigo141164-1.asp

www.meiadoisnove.com.br

SÉRGIO ROBERTO PARADA



Sérgio Roberto Parada nasceu em Curitiba em 1951. Como arquiteto desenvolveu projetos com diversas tipologias, muitas delas publicadas em revistas, livros e periódicos nacionais e internacionais. Já participou de diversos concursos públicos e privados nacionais e internacionais. Premiado e homenageado por diversos trabalhos profissionais.



Terminal de Passageiros - Aeroporto de Florianópolis


Este projeto ficou em 3º lugar no concurso para o novo aeroporto de Florianópolis, em 2003. Sérgio Parada possui ampla experiência na construção de aeroportos no Brasil. Suas obras caracterizam-se pela busca de soluções que favorecem formas atraentes que se tornam desafios para os engenheiros, sem comprometer os espaços funcionais de suas realizações.


Neste projeto o arquiteto propôs estrutura elegante cujo pé-direito elevado explora a luminosidade e a paisagem da área. Parada propõe 12 guarda-chuvas que aparentam maior leveza e elegância graças a sua estruturação em aço e por estarem implantados de modo a articular, com facilidade, espaços externos e internos sob a cobertura.














Aeroporto Internacional de Wuxi Shuofang - Concurso Fechado


Internacional


Este se trata do primeiro projeto brasileiro para um aeroporto na China. Parada é o responsável pelo desenho do aeroporto internacional de Wuxi , cidade de cerca de 4,5 milhões de habitantes na província de Jiangsu , leste da China. Além do terminal de passageiros, estão inclusos no trabalho o plano diretor do complexo aeroportuário, um terminal de ônibus integrado, edifício-garagem e parque no acesso ao conjunto.






Conceitualmente, avalia Parada, o projeto pertence à tendência de tratar os aeroportos como grandes portais de acesso às cidades. “Eles deixaram de ser edifícios intermodais de transporte e passaram a ter conteúdo programático com maior abrangência de atividades e serviços”, argumenta. Nesse sentido, o desenho do novo terminal de passageiros procura mostrar às comunidades chinesa e internacional o seu significado para a cidade. “Acreditamos que ele possa se tornar um marco referencial para quem desembarcar em Wuxi”, prevê Parada.


O terminal de passageiros, que tem papel crucial nesse aspecto, é composto por 12 grandes guardachuvas metálicos, caracterizados como módulos estruturais da cobertura e também distribuidores dos serviços. Esses módulos quadrados, com 37,50 metros de lado, estarão agrupados em duas linhas de seis unidades, intercaladas por rasgos de 2,50 metros, que permitirão a entrada de iluminação natural. A linguagem mais simples da cobertura é alternativa plástica ao rebuscamento que acabou por se tornar quase um clichê nos aeroportos internacionais construídos recentemente.






O desenho derivado dos guarda-chuvas (que, segundo o arquiteto, foi um dos fatores que levou seu projeto a ser escolhido na competição da qual participou, entre outros, o inglês Norman Foster) repete-se no terminal de ônibus. Este é formado por oito dessas estruturas, mas com dimensões menores (15 metros). O arquiteto havia adotado concepção semelhante no projeto com o qual participou do concurso do aeroporto de Florianópolis.



















Sites acessados:

http://www.sergioparada.com.br/

http://www.arcoweb.com.br/arquitetura/sergio-parada-aeroporto-wuxi-01-03-2006.html


TAO ARQUITETURA




Paulo Henrique Paranhos, arquiteto do escritório, não esconde sua grande admiração por Oscar Niemeyer, pelo seu uso desimpedido de formas curvas e envolventes. Percebe-se que o escritório possui uma boa inspiração teórica, pois além de Niemeyer, nota-se influência de Mies Van der Rohe.






Espaço Cultural de Palmas


Este projeto foi o vencedor de concurso para criação de grande centro cultural que deveria incluir teatro, biblioteca, ateliê de dança, auditório e instalações administrativas.


A proposta deste escritório destacou-se pela imensa praça coberta onde se desenvolvem atividades ao ar livre protegidas do sol e da chuva.


Nesta obra há referências ao Centro Cultural de Le Havre, na França, construído por Niemeyer em 1970. Porém o elemento principal deste conjunto de Tocantins é a cobertura de metal, que se insere no conceito de “espaço universal” de Mies Van der Rohe.


Paranho distribui todas as atividades do centro de cultura em torno da grande cobertura, convidando o visitante a circular livremente.


O espaço tornou-se centro informal para shows e outras atividades paralelas à programação oficial do complexo cultural.















 



Mosteiro da Santa Cruz


Próximo à Ermida Dom Bosco em área já previamente destinada, a construção da sede definitiva do Mosteiro da Santa Cruz vem atender às necessidades de instalações satisfatórias dos monges beneditinos em Brasília. Instalados aí provisoriamente desde 1987, decidiram agora, sob a coordenação do prior Dom Emanuel Xavier Oliveira de Almeida, edificar o novo mosteiro.


Embora o terreno destinado à obra tenha aproximadamente 217 mil metros quadrados, nossa densidade de ocupação será inferior ao permitido respeitando tranqüilamente todas as normativas urbanas como afastamento do Lago Paranoá, recuos construtivos alem da não edificação nas áreas de declividade acentuada. Este projeto resgata a tradição de qualidade arquitetônica dos edifícios religiosos da ordem beneditina no Brasil desde o século XVII.


Para realização do projeto contou-se com a colaboração dos monges, à beira do lago Paranoá.


O arquiteto procurou diminuir ao máximo o impacto ambiental, mantendo intacta a vegetação original de cerrado.


Os principais volumes sustentam-se por pilotis, e o claustro, portanto, fica suspenso, evitando a interrupção entre o jardim interno e o resto do terreno.
















Site acessado
http://paulohenriqueparanhos.com/


Oscar Niemeyer



Casa das Canoas


A casa das canoas foi construída para ser a residência do próprio arquiteto. Está localizada em área de remanescente floresta tropical, em um terreno pedregoso e de grande declive, na Floresta da Tijuca. Mostra a integração entre arquitetura, entorno e natureza.


Na concepção da casa ficam claras duas intenções do arquiteto: A primeira em relação ao pavilhão aflorado e envidraçado: uma laje plana e sinuosa apoiada sobre delgados pilares metálicos. A segunda é conferida ao pavimento inferior incrustado no perfil natural do terreno, quase imperceptível.


Esta obra é um marco na arquitetura de Niemeyer e brasileira: nela o racionalismo moderno é alterado em favor de uma maior expressividade plástica e de um caráter mais local. Se alguns princípios decorrem de Le Corbusier como pilotis, planta livre; outros lembram Mies van der Rohe como transparências, integração interior/exterior, pilares metálicos e essencialidades.


Todas as decisões de projeto desejam de algum modo fundir casa e paisagem, através das formas curvas e sinuosas, das transparências, da fachada que acompanha o perfil natural do terreno no pavimento dos dormitórios e da enorme pedra de granito trazida para dentro do espaço interior.




Imagem da casa, onde pode-se perceber a relaçao com a natureza



Planta baixa da residência

Croqui da concepção da casa





Vista da piscina com a pedra integrada a casa




Fábrica Duchen (demolida)


A Fábrica Duchen, deve ser considerada uma importante realização ao quadro de renovação da atividade industrial na capital paulista, já que introduz novos conceitos na organização das atividades fabris. Pode ser considerada uma obra singular à trajetória de Oscar Niemeyer, já que o repertório formal dessa obra parece não reincidir em nenhum outro projeto do arquiteto.



Para quem se desloca pela Rodovia Presidente Dutra, a obra permanece irreconhecível, sua demolição, em meados dos anos 1990, tornou-se alvo de um debate sobre a questão preservacionista. Nessa ocasião, as alternativas para preservar a obra não agradaram os interesses econômicos dos proprietários dos imóveis, perdendo-se assim, em nome da ganância, uma parte da memória brasileira.Para isso deve-se fortalecer as políticas públicas de preservação, dando-lhes maior autonomia para formular alternativas para preservar a cultura brasileira.





Destroços da Fábrica Duchen – Vista da Rodovia Presidente Dutra





Croqui Fábrica Duchen






Vista parcial Fábrica Duchen




Conjunto Arquitetônico da Pampulha


Projetado por Oscar Niemeyer e localizado ao redor do lago artificial da Pampulha em Belo Horizonte, o conjunto é formado pelo Cassino, o Iate Club, a Casa de Baile e a Igreja São Francisco de Assis. A obra foi projetada como um conjunto, mas cada elemento é visto como uma forma independente e autônoma. Os edifícios foram projetados levando-se em consideração a sua relação com o entorno, que serviram de inspiração para os desenhos e plantas.


A idéia inicial era de que o cassino fosse o centro do projeto e por isso foi o primeiro edifício a ser construído. O edifício é concebido a partir da alternância de volumes planos e curvos, de jogos de luz e sombra. O bloco em semicírculo estabelece um contraponto em relação à ortogonalidade do salão de jogos, a parede curva do térreo e a marquise irregular quebram o rigor das retas. Os caixilhos dispostos no sentido vertical opõem-se a horizontalidade da construção, as superfícies envidraçadas e as colunas finas que sustentam a marquise dão leveza ao conjunto, além propiciar uma comunicação entre o interior e o exterior.


No Iate Clube também percebemos o jogo de volumes, de modo que eles pareçam fundidos e individualizados ao mesmo tempo. A fachada em forma de proa nos remete às imagens náuticas popularizadas por Le Corbusier nas suas diversas obras. Enquanto que no Iate Clube e no Cassino a curva é utilizada como contraponto às linhas retas, na Casa de Bailes, localizada numa pequena ilha próxima à margem, a curva é predominante. A marquise sinuosa de concreto é inspirada nas linhas de contorno da ilha, tornando-se assim um motivo central da arquitetura de Niemeyer.


Considerada obra-prima do conjunto a Igreja de São Francisco destaca-se pelo uso de uma abóbada parabólica de concreto armado, que permite que um único elemento seja suficiente para a construção do teto e das paredes. Para que o mural de São Francisco, realizado por Candido Portinari que ocupa toda a parede do fundo fosse destacado, Niemeyer optou por encurtar a abóbada, estreitando-a na direção do altar. O jogo de luz entre o coro iluminado e a madeira escura da nave também ajuda a destacar o mural. Os azulejos brancos e azuis que cobrem a fachada posterior da capela também foram feitos por Portinari. O uso de curvas e linhas oblíquas em toda a Igreja mostra a liberdade criativa de Niemeyer conferindo um caráter assimétrico e flexível.


O conjunto da Pampulha é um marco da arquitetura moderna no Brasil e no mundo. Contudo algumas dificuldades rondam o projeto: o cassino se transformou em Museu de Belas Artes devido a proibição do jogo; a Casa de Bailes não funciona; devido a contaminação por parasitas o lago foi interditado impedindo a prática de esportes náuticos e reduzindo as atividades do Iate Clube; e a capela, custa a ser aceita pela Igreja e permanece durante muitos anos sem uso, por não ser nada convencional em sua concepção.




 Planta térreo Cassino da Pampulha, 1942, Oscar Niemeyer.
Planta superior




Cassino da Pampulha, 1942, Oscar Niemeyer






Casa do Baile da Pampulha, 1942, Oscar Niemeyer.
Planta Casa do Baile da Pampulha, 1942, Oscar Niemeyer







Iate Clube da Pampulha, 1942, Oscar Niemeyer.
Plantas superior e térreo Iate Clube da Pampulha, 1942, Oscar Niemeyer







Igreja de São Francisco, Pampulha, 1942, Oscar Niemeyer

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http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq000/esp011.asp


 
Procter e Rihl
Nas obras de Procter e Rihl (Christopher Procter e Fernando Rihl) percebe-se a ênfase as alternativas sustentáveis, estudos de verão, design de baixo consumo energético,processo, fabricação e projeto paisagístico. Para eles a arquitetura deve ser o clima e a cultura sensível. A identidade cultural deve ser mantida e melhorada através da arquitetura responsiva.
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Em cada projeto são utilizados materiais adequados com seu contexto. Espacialmente, a prática deve explorar geometrias complexas para criar experiências excitantes do espaço. Um simples alongamento de uma forma tradicional pode produzir uma ilusão diferenciada do espaço.
No Brasil, existe apena uma obra de Procter e Rihl, uma vez que Fernando Rihl é brasileiro, porém reside na Inglaterra por mais de 20 anos. Todas as outras obras da dupla são internacionais.




Casa Fatia

Localizada em um bairro valorizado de Porto Alegre, o terreno da casa 3,50 metros de largura e 38,50 metros de comprimento, uma das mais bem sucedidas obras da nova geração. O desejo da proprietária era de uma nova moradia, pouco convencional em seu interior e com matérias simples. Entre suas necessidades estavam: uma suíte, uma grande sala para jantar e estar e uma garagem para um ou dois carros. Outro fator importante era a iluminação natural e ventilação para minimizar o uso de ar condicionado. A cliente preferia ambientes instigantes a grandes gatos com acabamentos luxuosos. O custo final da obra foi menor do que os gastos com uma obra de padrão médio.
A arquitetura da casa intercala áreas abertas e fechadas, planos. Tecnologia avançada, elementos rústicos plantas nativas e referencia ao modernismo brasileiro dos anos de 1940 e 1950. Esta obra é um belo exemplo de trabalho com influências transculturais, sua geometria prismática é inspirada na arquitetura européia contemporânea. Já do modernismo brasileiro percebe-se o uso de estruturas de concreto moldadas no local, a constante troca com o exterior, o interior sem divisória, a piscina e o paisagismo. Mas o concreto foi utilizado de maneira mais discreta e o acabamento do prédio combina com uma rusticidade da construção brasileira e os módulos metálicos britânicos.
Na sala de estar existe um vitral onde é possível ver uma dos lados da piscina, Procter e Rihl enfatizam que a tecnologia usada foi britânica e o conceito brasileiro ao culto do corpo.
Através de pequenas distorções, incidência de pátios internos e efeitos visuais foi possível potencializar o interesse e neutralizar perspectivas muito forçadas já que o terreno era comprido e muito estreito. Segundo eles o espaço foi definido a partir da não ortogonalidade. Como o espaço se comprime e expande a partir da forma prismática é possível perceber uma série de distorções espaciais que dão a impressão de o espaço ser maior mesmo em ambiente estreito.
A qualidade da arquitetura desta casa é excepcional, além disso prova como a troca de tecnologias, experiências visuais e culturais pode ser positiva.














http://www.arqa.com/index.php/esp/arquitectura/casa-fatia-porto-alegre-brasil.html



 

GUSTAVO PENNA
Gustavo Penna é um dos nomes de destaque na arquitetura brasileira. Formou-se pela Escola de Arquitetura e Urbanismo da UFMG em 1973 e desde essa época, mantém seu escritório, denominado Gustavo Penna Arquiteto e Associados, em BH.
É autor de diversos artigos publicados nas mais conceituadas revistas de arquitetura do país, tendo recebido diversos prêmios, entre eles o da 6ª premiação MG 97, com o projeto da Academia Mineira de Letras.
O conceito dos projetos do arquiteto se baseia em uma crença propícia para quem mora no denominado berço da “verdadeira arquitetura nacional”. Segundo Penna, a arquitetura é indispensável para a formação da identidade do país ou, ainda, para a manutenção de uma identidade brasileira. O conceito da arquitetura de Gustavo Penna tem como características a limpidez das formas e volumes, e traços que se identificam com a arquitetura moderna. Essa identificação com a modernidade se faz presente pelo uso do concreto, buscando sempre aproximar a paisagem, contrapondo o seu relevo às formas retas e bem definidas dos seus projetos, dando maior destaque ao seu traço singular.
Para exemplificar estas influências, dispomos a seguir, de duas obras de grande destaque de Gustavo Penna:




 Escola Guignard



Localizada no bairro de Mangabeiras, em Belo Horizonte-MG, a obra possui estrutura curvilínea fugindo dos tradicionais traços retos dos elementos metálicos, configurando uma praça, um abrigo e um mirante. Possui quatro pavimentos estruturados em aço, fechados com paredes de alvenaria e acabamento em argamassa colorida texturizada. O edifício principal acompanha a curvatura da rua de acesso, o bloco que possui salas-ateliês, oficinas e galeria de exposições, conecta-se a um auditório subterrâneo, sobre o qual estão o anfiteatro gramado para reuniões e espetáculos ao ar livre. O volume situado na cota mais baixa do terreno, configura o mirante cívico, que liga a escola à rua inferior.
Os perfis de aço são mais robustos em alguns pontos da edificação e mais frágeis em outros. Visto de fora, o edifício aparenta uma robustez que referência à Serra do Curral, local onde está inserida. Os grandes pilares cilíndricos emergem da terra para lembrar os inúmeros afloramentos rochosos que caracterizam a paisagem local. O aparente brutalismo da obra completa-se com capitéis de aço sugeridos pelo projeto estrutural e incorporados esteticamenteàarquitetura. A cobertura do edifício principal é feita de um pano contínuo de chapa de aço com 3 mm de espessura, que substitui telhados e lajes.
Gustavo Penna diz que a idéia central do projeto foi criar ambientes de trabalho, como oficinas, adequados para moldar argila e concreto, soldar, fundir, pintar e viver. Por isso a opção pela luz zenital em todos os ambientes da escola. Mesmo com as indisfarçáveis falhas de execução e os sinais de deterioração do conjunto, como fissuras e defeitos na vedação dos caixilhos, a escola passou a ser uma referência obrigatória na arquitetura da capital de Minas Gerais.













 

Galeria Leila Place


Localizada em Belo Horizonte, em uma ladeira, no bairro de Santa Lucia, sua arquitetura é muito atraente e colorida no exterior e discreta e luminosa no seu interior. O acesso, que possui uma comprida luminária que ultrapassam os limites do exterior, é feito por uma escada e uma passarela, esta luminária se transforma em letreiro sem dizeres que dialogam com a luz do exterior. A combinação do amarelo gema, da grama verde do concreto cinza e da luminária branca lembra as cores da bandeira do Brasil.
A plataforma de entrada também serve como ponto de observação da galeria principal, no qual o espaço é branco, cheio de r e luz de maneira que evitam sombras e fortes contrastes. Já a escada oferece um claro percurso e soma as dimensões. Nesta obra a forma continua a seguir a função sem esquecer sua própria função de beleza.






Imagens da entrada da galeria




Residência Afonso Borges



A casa está localizada na Serra da Moeda a 15 km de Belo Horizonte. O terreno encontra-se no topo de uma das montanhas que circundam a cidade, tendo aos seus fundos um imenso vale. O projeto explora, o clima, a paisagem e o fino equilíbrio entre o espaço interno e o ambiente externo, resultando no vigor expressivo da composição. A concepção plástica da casa está expressa nas formas geometrias de planos e volumes que derivam de formas primárias. A matriz inicial é dada por um prisma regular paralelo, que porém foi abstraído, sobreposto e subtraído. A volumetria geral da casa vai expressar este desafio constante entre planos e volumes desmanchando o prisma inicial, porém, sem o omitir por inteiro, sem desfazê-lo. Os pilares e vigas que se projetam no terraço, as abas salientes da janela postada na fachada da frente e o recorte sob a cobertura na porta de entrada continuam a insinuar suas bordas.
Na fachada que mantém relação com a rua, a volumetria é introspectiva e protetora. Na face oposta e numa das laterais, a fachada é configurada por amplas aberturas e pelo espaçoso terraço que permite a fruição do vale próximo. Na parte superior do terraço, uma linha de vigas sugere a apropriação do espaço externo. Na parede frontal, branca, de desenho mais denso, as aberturas da janela do quarto e do acesso principal, desalinhadas e em tons diferente da parede (porém comuns entre si) são elementos a suavizar o volume.
Dois dormitórios, garagem e área de serviços agrupam-se no pavimento inferior. Os ambientes sociais, a cozinha - aqui também inserida como complemento dos espaços de convívio - e os serviços de apoio encontram-se no pavimento intermediário, ou térreo. Na cota mais alta, foram dispostas as áreas íntimas e um estar, em cujo centro está o volume da caixa d’água, ligeiramente afastado da laje de cobertura, detalhe que permite a entrada de luz natural para o ambiente.
O projeto une qualidade, beleza e custo relativamente baixo. Para isso, contribuiu o fato de Penna ter trabalhado com número reduzido de itens de especificação, além de ter escolhido o mesmo tipo de acabamento praticamente para toda a residência.




Na parede branca, brincadeira com as texturas e sombras em ângulo




Na lateral, a escolha foi pela exposição, configurada em grandes aberturas

 

A partir do terraço, a ampla vista da paisagem.


http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq074/arq074_01.asp
http://www.piniweb.com.br/construcao/noticias/escola-guignardbelo-horizonte-mgtrem-ponte-mirante-do-planeta-84782-1.asp
http://tracosdoarquiteto.blogspot.com/2008_02_01_archive.html
http://www.flickr.com/photos/juliafranco/195513486/in/set-72157594214228399/






Núcleo de Arquitetura
Luciano Margotto Soares, Marcelo Luiz Ursini e Sérgio Luiz Salles Souza






Atuando no mercado desde 1988, a Núcleo Arquitetura é uma empresa gaúcha formada pelos arquitetos Marcelo Muller, Glécio da Cruz Brandão e Rodrigo Dihl Schiffner. Possui equipe própria e profissionais com grande experiência na realização de projetos diferenciados e tecnologicamente atualizados, evitando assim a rápida obsolescência. Seus projetos arquitetônicos são focados na viabilidade econômica, na adequação e na estética diferenciada de nossos projetos.

Terminal de Ônibus da Lapa

Localizado em São Paulo a construção com 6.500m² isolou ao máximo suas atividades da agradável praça existente ao seu lado, e do intenso fluxo de pedestres. A opção de revestir a parede curvilínea que separa a praça de acesso ao pátio interno com tijolos aparentes foi para dialogar com as demais construções vizinhas. O terreno em que foi implantado tinha um ar de abandono, para que existisse uma integração com as obras do entorno foram criados vários fluxos distintos, sendo o principal o da praça de acesso ao terminal ara os pedestres vindos do shopping e da Estação Ciência.
O desnível original na parte posterior do terreno acomoda as plataformas e serviços de apoio em cota inferior ao da praça. As plataformas de acesso e espera de passageiros são protegidas da chuva e do sol por estruturas de concreto longitudinais, unidas por arcos metálicos sobre as vias. Chama atenção o fato de que a cobertura metálica não toca as vigas longitudinais de concreto, existindo assim uma abertura em vidro ao longo de toda extensão das plataformas. Para amenizar a incidência solar no encontro da estrutura metálica e das vigas foram feitas abas horizontais de concreto. Já na parte central dos arcos foram eitos recortes que permitem assim a exaustão da fumaça gerada pelos ônibus.


Leve e elegante, a cobertura é vazada na área central, para permitir a exaustão da fumaça. Abas de concreto com pintura branca corrigem a incidência solar no ponto de encontro entre a estrutura metálica e as vigas.




Duas ilhas separam as plataformas, que, com 110 metros de extensão, podem receber 197 ônibus por hora



Vista da praça de acesso e da parede curvilínea, revestida com tijolos aparentes




Marquise protege a bilheteria e as catracas eletrônicas




A torre da caixa-d’água com relógios marca o acesso principal à praça




Marquise protege o acesso secundário, na via posterior





A parede de tijolos separa a praça do pátio interno





Concreto e tijolos aparentes moldam a construção contemporânea, que reconhece o entorno e o passado como elementos de projeto












Escola Estadual Jardim Angélica III


A verticalidade e volumetria são as principais características do projeto da escola, localizado na periferia de Guarulhos. A topografia acidentada, as dimensões reduzidas do terreno e o pequeno orçamento foram os desafios encontrados pelos arquitetos, que optaram por sistemas construtivos industrializados e leves, coerentes com os perfis de aço que compõem o esqueleto do edifício. Além da estrutura, o aço foi utilizado em toda a caixilharia, nos guarda-corpos e em importantes elementos construtivos, como o grande coletor de águas pluviais.
A linguagem arquitetônica do grande volume branco dialoga perfeitamente com o entorno, marcado por residências “autoconstruídas”, típicas dessa região. A estética de galpão industrial prevalece na parte superior da construção, em que painéis de concreto celular autoclavado foram fixados externamente a uma estrutura composta por perfis metálicos parafusados. Já nos pavimentos inferiores, o conceito é oposto, com a estrutura revelando o ritmo da construção também do lado de fora. “Por fim, é importante destacar a utilização da luz natural na definição do caráter das duas partes do programa: equipamento e escola”, diz Luciano Margotto.
A fachada Leste foi trabalhada de forma diferenciada pelo projeto, que procurou integrar visualmente a nova escola à antiga, localizada ao lado. Na fachada oposta, as salas de aula foram recuadas em planta, de forma a projetar a alvenaria para fora do edifício. Além de proporcionar ritmo à fachada, os elementos protegem as salas de aula do intenso sol poente.










Na foto acima, o prédio da escola, cuja arquitetura dialoga com o entorno.


achada frontal da edificação – prevalece uma estética de galpão industrial.



http://www.revistaau.com.br/arquitetura-urbanismo/166/artigo70727-2.asp
http://www.arcoweb.com.br/arquitetura/nucleo-arquitetura-terminal-de-07-04-2004.html





11 comentários:

arquitetura brasileira V disse...

Fatia Casa, Porto Alegre - Procter Rihl

A modernidade surge através da utilização de materiais como o concreto armado, que adquirem uma característica contemporânea através de uma complexa geometria prismática.
Por se tratar de um terreno de pequenas dimensões os arquitetos decidiram construir uma volumetria linear ao longo de todo o lote.A estrutura da casa acontece através das paredes laterais, a casa desenvolve-se ao redor de um pátio interno, definindo assim diferentes percepções dos diversos espaços da residência.

Karoline Bedin

arquitetura brasileira V disse...

Ministério da Educação e Saúde

O edifício do MEC é a obra mais representativa, e ficou como um marco, do modernismo brasileiro. O seu conjunto é constituído pelas principais características do modernismo como o uso do concreto armado, o uso de pilotis, fachada com painéis de vidro, e principalmente o uso de brise-soleil.
A arquitetura moderna chegou no Brasil e não foi apenas uma cópia dos modelos europeus. Os arquitetos do período modernista, com destaque para Afonso Reidy, souberam muito bem absorver as propostas do modernismo e adapta-las a realidade local. O uso de recursos para proteção solar foi a principal característica dessa adaptação no Brasil, onde a incidência solar em determinadas orientações não é agradável como nos países europeus. O edifício do MEC foi o pioneiro no uso desses recursos como o brise-soleil.

Elis Duarte da Silva

arquitetura brasileira V disse...

Argumentando ainda sobre o Ministério da Educação e Saúde, sabe-se que este projeto ficou como um marco no modernismo brasileiro, e que utilizou elementos do modernismo como pilotis, vidro e brises, e principalmente o concreto armado. Mas vejo além disso...pois, refletindo sobre o por que este projeto foi tão importante, chego a conclusões de que o conceito da poética da forma foi aplicada. O edifício do MEC não é apenas uma obra, e sim a representação da cultura brasileira. Os brises representam o muxarabi, os pilotis que dão soltura a edificação proporcionam liberdade e integração a cidade, que contribui com uma extensão para a natureza, que é a grande área verde junto ao edifício. Desta forma, com um olhar de cultura e arte, vê-se a memória dos índios brasileiros, dos seus elementos e costumes, de não se fechar e negar a natureza. Então, uma obra deste gênero, e no centro do RJ, é um marco a este período. Affonso Reidy, tem um conceito muito importante, e que contribuiu para que esta obra tivesse total importância, pois, no projetar, Reidy sabe absorver estilos internacionais e interpretá-los ao conceito da cultura do local, que foi o caso de integrar a obra ao contexto brasileiro.

Laís Cristina Leite

Jaqueline disse...

Para a construção do Terminal Urbano os arquitetos buscaram estabelecer a integração com o entorno, considerando a memória operária e o perfil popular do bairro, reconhecendo esses fatores como elementos principais do projeto, sendo um deles a criação de fluxos distintos.
Foi pensado na preservação e implantação de massa arbórea, a fim de humanizar a área de tráfego, novas espécies foram plantadas no canteiro da plataforma mais larga. Neste projeto os arquitetos trabalharam com vários elementos estruturais e vegetação visando sempre o bem estar da população.

Jaqueline Stiehler

arquitetura brasileira V disse...

As famosas curvas de Niemeyer, surgidas a partir do desenvolvimento do concreto armado é importante para marcar essa transformação na arquitetura feita até então, pois possibilita maiores vãos, maior permeabilidade, diminuição do aspecto compacto dos projetos. Porém, isso não pode mais ser vivido com deslumbramento. Estamos no século XXI, onde o homem e o planeta necessitam da transcendência desse sistema, que considera cada vez mais o morar humano e sua qualidade de vida.

arquitetura brasileira V disse...

A Escola de Guignard é um projeto muito representativo para a época em que foi implantado. O projeto possui uma ótima integração com o entorno local, o que era um dos conceitos do arquiteto, pois trata-se de uma escola de artes e essa aproximação com a natureza é essencial. Uma das coisas interessantes deste projeto é que ele é composto de uma estrutura curvilínea, o que foge da geometria natural do elementos metálicos.

Danielle M. Krieger

arquitetura brasileira V disse...

COLÉGIO CRUZEIRO

Este projeto é um exemplo da união da arquitetura moderna e a arquitetura bioclimática, que com total harmonia juntou conceitos climáticos às características da arquitetura moderna. O estímulo à circulação horizontal dentro do complexo é criado por diversos espaços abertos e passarelas que formam um emaranhado de caminhos.
O uso de brise-soleil, pilotis e terraços-jardim é uma das características marcantes em relação ao modernismo, mas o projeto é caracterizado pelo período de crítica a si próprio. A terceira fase do modernismo foi uma crítica em relação aos custos da arquitetura que estava sendo realizada, o Colégio Cruzeiro faz parte desta arquitetura pensada, que usou de uma arquitetura economicamente realizável e que traria economia posteriormente.
Ao meu ver a arquitetura do Colégio Cruzeiro é de uma evolução do moderno ao contemporâneo, sendo que traz a alma do modernismo mas totalmente renovado, com pensamentos mais centrados e com os custos de obra estudados, principalmente com as idéias bioclimáticas que posteriormente trouxeram economia ao projeto.


POSTADO POR ANAMÉLIA REGINA ZIBELL

arquitetura brasileira V disse...

Os conceitos da arquitetura contemporânea são os mesmos da arquitetura moderna.Praticamente todos os exemplos mostram isso, que o desenhos em si são diferentes mas o conceito é o mesmo. A diferença é naturalmente por vários motivos, seja materiais disponíveis ou até mesmo por questão estético. Os Vãos livres e maiores antes possibilitados pelo concreto armado, hoje é utilizado o aço. A iluminação e jardins antes pelo “conforto”, hoje é questão de necessidade para a sustentabilidade (econômica e ambiental). Mas a principal características do modernismo que acredito que a arquitetura atual possa perder, claro que não em empreendimentos de grande escala, é usar a arquitetura e o edifício como marco na paisagem ou então pior, não estar integrado com ela.

Elizabeth Ferracioli Fusão

arquitetura brasileira V disse...

O Conjunto Habitacional Pedregulho é uma referencia da arquitetura modernista em relação a habitação, tendo sido pensado em toda sua funcionalidade e a integração com a natureza, pensado em um dos problemas de todos os tempos, que é atender a demanda da habitação no Brasil. Reidy procura neste projeto definir a composição entre moradia e espaço externo, o que é um desafio nos dias de hoje, em pensar uma forma mais ampla as necessidades da habitação social.

Solange Martins

arquitetura brasileira V disse...

A estética e os princípios defendidos por Le Corbusier se fazem sentir no projeto do Pedregulho, no cuidado com as tecnologias aplicadas na construção, na economia de meios utilizados e nas preocupações funcionais estreitamente relacionadas às soluções formais: controle da luz e da ventilação, facilidade de circulação. Se a inspiração teórica e o método são tributários do programa corbusiano, o vocabulário plástico empregado beneficia-se das soluções de para o conjunto da Pampulha em Belo Horizonte: a retomada de arcos e abóbadas, as linhas curvas e os desenhos ondulantes. O Conjunto Habitacional Pedregulho abriga blocos residenciais e áreas de serviços comuns: jardim-de-infância, maternal, berçário, escola primária, mercado, lavanderia, centro sanitário, quadras esportivas, ginásios, piscina, vestiários e centro comercial. Na concepção arquitetônica do complexo, com 328 unidades, cada obra é definida por um volume simples, integrado a um conjunto mais amplo, onde a forma indica a diferença de funções. A intenção de manter a vista da baía de Guanabara para todos os apartamentos leva Reidy a projetar uma grande construção sobre pilotis. Os pilotis de alturas variáveis constituem outra solução original empregada em função dos desníveis do solo. A peça-chave de todo o conjunto é o grande edifício construído no alto, de planta serpenteada, que acompanha as condições naturais do terreno. Tal modelo de planta foi usado pela primeira vez no Pavilhão do Massachussetts Institute of Technology - MIT, Cambridge, Estados Unidos, construído pelo finlandês Alvar Aalto, entre 1947 e 1949, mas Reidy afirma não ter tido notícias desse projeto à época da criação do Pedregulho.
O conjunto do Pedregulho traz em sua concepção os preceitos urbanísticos do Ciam, revelando de forma acabada a relação entre habitação social, modernização, educação popular e transformação da sociedade, objetivos que nos nossos dias são postos em questão.

Francieli Gandini

arquitetura brasileira V disse...

Ministério da Educação

O prédio do Ministério foi uma das obras que lançou o Brasil para o mundo expondo a todos que temos uma linguagem própria de arquitetura.
O concreto armado possibilitou o uso de novas formas, colunas e grandes vãos.
O uso do pé-direito duplo e pilotis de leveza e soltura para o volume, além de integrar com o entorno.

Priscyla B. da Silva