quarta-feira, 12 de novembro de 2008

LINA BO BARDI

BIOGRAFIA

Achillina Bo nasceu em Roma, no dia 5 de novembro de 1914 em plena 1ª Guerra Mundial. Era inquestionável até então o domínio europeu sobre o restante do mundo e após a guerra surge os Estados Unidos, a União Soviética e o Japão como principais protagonistas da economia.
Lina estudou na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Roma durante a década de 1930 e na sua época de estudante o recurso amplamente difundido era a cópia de formas tradicionais. Já tendo iniciado a sua vida profissional, Lina mudou-se para Milão, onde trabalhou no escritório do arquiteto Giò Ponti. Logo estabelece seu escritório próprio, passa por um momento de escassez de trabalho durante a II Guerra Mundial e tem seu escritório bombardeado, fazendo com que ela entre para o Partido Comunista. Em 1946, Lina se casa com Pietro Maria Bardi e em seguida os dois vêm morar no Brasil, onde a arquitetura modernista tinha sido introduzida há poucos anos e o país era tomado pela ditadura. A arquiteta naturaliza-se brasileira em 1951 e desenvolve uma grande admiração pela cultura popular do País (tropicalismo) influenciando no seu trabalho.
Lina morou em São Paulo, apesar do desejo de morar no Rio de Janeiro, numa casa por ela mesma projetada em 1951 no bairro do Morumbi, a Casa de Vidro. Ficou na Bahia de 1951 até 1964 à trabalho, onde foi convidada para projetar vários museus devido à influência política de seu marido mecenas. No fim da década de 70 executou o SESC Pompéia, uma de suas obras mais impactantes, que teve a possibilidade de ser construído devido ao grande crescimento econômico do país nessa época. Até a década de 90, Lina manteve intensa atividade em todas as áreas da cultura, participando de vários projetos em teatro, arquitetura, cinema e artes plásticas no Brasil e no exterior. Além de arquiteta, teve destaque na sua atuação como designer de móveis, objetos e jóias, artista plástica, cenógrafa, curadora e organizadora de diversas exposições. Lina Bo Bardi faleceu em 20 de março de 1992, realizando o sonho muitas vezes declarado de trabalhar até o fim deixando em andamento o projeto de reforma da Prefeitura de São Paulo.

MATERIAIS UTILIZADOS


Em relação aos materiais e técnicas utilizados por Lina Bo Bardi em seus projetos, pode-se dizer que não há uma utilização premeditada destes. Lina trabalha com o material disponível para atender às necessidades exclusivas de cada projeto, tanto que empregou o termo substâncias em vez de materiais, para explicar do que era feita a sua arquitetura - de ar, luz, natureza e arte-, dando sempre um ar espontâneo às suas obras.

Mesmo trabalhando com materiais diversos e tendo suas obras concebidas em lugares e épocas diferentes, Lina Bo Bardi imprimiu em suas obras uma unidade que permite identifica-las e interpreta-las através de elementos que se multiplicam em sua arquitetura, como rios, tanques de água de chuva, cachoeiras, árvores, pilares-árvores, escadas. Assim, sua arquitetura é entendida como 'organismo apto para a vida', que incorpora a vida cotidiana e a energia das pessoas que a utilizam.
Lina buscava extrair a essência do espaço, procurando suas bases culturais. Como designer, foi ao encontro do artesanato, porém não queria a conservação e permanência de formas e materiais, e sim a avaliação das possibilidades criativas originais com materiais e sistema de produção modernos.
No conceito de naturalidade e espontaneidade, os materiais aparentes são sempre encontrados nas edificações e nos mobiliário de Lina Bo Bardi, como pode-se observar nas imagens do Sesc Pompéia, onde utiliza o concreto em contraponto a alvenaria aparente da edificação pré-existente, trabalhando abundantemente também com a estrutura metálica, o vidro, e a madeira no mobiliário.



Exterior e interior do Sesc Pompéia




PRINCIPAIS OBRAS

MUSEU DE ARTE MODERNA - BAHIA (1963)

A sede definitiva do museu, inaugurada em 3 de novembro de 1963 no conjunto do Solar do Unhão, é reformada pela própria arquiteta. Com vista para a Baía de Todos os Santos, portas e janelas pintadas de vermelho, Lina Bo Bardi altera o espaço interno do solar do século XVI, demolindo o segundo piso e criando um espaço vazio. Nele implanta uma escada de madeira de grandes dimensões, sem pregos e com encaixes que, segundo ela, reproduzem aqueles usados nos carros-de-boi. A inspiração direta na cultura popular parece antecipar a idéia de criação de um museu-escola de arte popular, que deveria funcionar no mesmo espaço do museu de arte moderna. Tal idéia tematiza a importância da colaboração estreita entre arte industrial e artesanato. Nota-se aí a inspiração direta na Bauhaus, à qual se combina o interesse precoce da arquiteta pela arte popular brasileira.


SESC POMPÉIA – SP (1977)

“Pensei: isso tudo deve continuar assim, com toda esta alegria”. Lina Bo Bardi – Projeto Sesc Pompéia - SP

A velha fábrica, construída a partir de tecnologia importada e sofisticada para a época, haveria de ser reinventada. O projeto do SESC Pompéia propõe a manutenção do espaço livre dos galpões, mas sugere também catalisadores daquelas atividades e também um olhar crítico para a antiga estrutura: as funções seriam reprojetadas e o projeto de tecnologia fabril seria deglutido por um projeto moderno. Em todo caso, os usos populares captados por Lina seriam mantidos e permeados por espelhos d’água, lanchonetes, bibliotecas, obras de arte.
Alguns processos construtivos artesanais são pesquisados e incorporados na reforma da fábrica: os coletores de águas pluviais da rua interna usam material de técnica simples, pouco usual para estética moderna; os mosaicos dos banheiros remetem a construções e artes populares. As peculiaridades americanas, brasileiras, são substâncias para um projeto que se vale do concreto aparente, soluções de circulação vertical e horizontal (além da própria inserção urbana) que derivam de um pensamento claramente moderno. O espelho d’água com seixos rolados permeia o espaço livre do galpão da fábrica.
O projeto do SESC Pompéia concretiza a rua interna da fábrica transformando-a num palco para manifestações espontâneas ou para apresentação agendada. A rua, em declive, perpassa o programa cultural e de serviço, e conduz o visitante para uma área mais reservada, que abriga sobretudo o balneário e o programa de esportes. No interior do lote há um encontro de “vias” de pedestres: a rua principal com a rua construída sobre o Córrego das Águas Pretas. Com essas situações Lina trás o ambiente urbano para dentro do edifício. A rua interna do SESC prolonga o espaço da cidade para o terreno.


CASA DE VIDRO

Em 1951 foi concluída a construção da Casa de Vidro. Erguida em um terreno de 7000 metros quadrados, foi a primeira residência do bairro do Morumbi e, aos poucos, foi sendo cercada por mata brasileira. Hoje é uma reserva tombada com espécies vegetais raras, uma amostra do que foi a antiga mata atlântica brasileira.Até a década de 90, Lina manteve intensa atividade em todas as áreas da cultura, tendo participado de inúmeros projetos em teatro, arquitetura, cinema e artes plásticas no Brasil e no exterior. Além de seu trabalho como arquiteta, merece destaque sua talentosa atuação como designer de móveis, objetos e jóias, artista plástica, cenógrafa, curadora e organizadora de diversas exposições e seu olhar sempre sensível à arte popular brasileira.Lina morre na Casa de Vidro em dia 20 de março de 1992, realizando o sonho declarado muitas vezes de trabalhar até o fim: deixa em andamento os majestosos projetos para a Nova Sede da Prefeitura de São Paulo e para o Centro de Convivência Vera Cruz.

Lina na sala da Casa de Vidro, 1952 Foto de Fernando Albuquerque

MASP

Lina Bo Bardi, projetou em 1957 as primeiras instalações do MASP, na rua Sete de Abril e coube também à arquiteta o projeto da sede definitiva: os primeiros esboços de 1958 para o terreno na avenida Paulista, no belvedere do antigo Trianon, serão bastante alterados até se chegar àquela que seria a solução definitivamente construída e inaugurada em 1968.
Um projeto, desde sempre, polêmico; uma solução arrojada mas necessária; um edifício que são dois – um corpo elevado, outro enterrado; um muito visível – volume puro suspenso, isolado e transparente –, outro semi-escondido, acomodando-se gentilmente ao forte declive do terreno, quase querendo dissimular sua presença com a vegetação aquática de seus espelhos d’água. Complementando o prédio singular, a solução proposta por Lina para a exibição da coleção permanente, no segundo pavimento do bloco suspenso, foi radicalmente simples e altamente inovadora, combinando a tradição italiana de suportes muito bem desenhados com a transparência do vidro.
Um museu atrai multidões, que devem ser adequadamente tratadas, industrialmente organizadas: comprar bilhete, entrar, arrastar-se em filas defronte às obras – sem demorar-se demais pois atrapalharia o tráfego – e assim, usufruir do grande jogo e do próspero negócio da cultura. Na obra de Lina, é perceptível a organização dos espaços, bem como o direcionamento dos ambientes, que apresentam-se claros e subentendidos.






Para a Arquiteta, os detalhes fazem toda a diferença, em suas obras, deseja que as pessoas sejam bem- vindas para fazerem o que quiserem e, mesmo, não fazerem nada. Como embaixo do vão livre do MASP um gesto de liberdade do direito à preguiça, do espaço do ser e estar, apenas. Baseando-se nesta frase, pode-se entender que um espaço não precisa ter necessariamente uma função ou ação, basta apenas que ele exista para então o público usufrui da maneira que lhe convém.
O MASP vem sofrendo, desde há alguns anos, mudanças e alterações. Várias delas com muita certeza são necessárias: reparos nas impermeabilizações, na estrutura, as mil-e-uma manutenções que qualquer edifício complexo precisa promover cotidianamente.

IGREJA DIVINO ESPÍRITO SANTO DO CERRADO


A Igreja Divino Espírito Santo do Cerrado é o único patrimônio da cidade tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico e única edificação projetada em Minas pela arquiteta Lina Bo Bardi. Não ficou imune à ação do homem e do tempo e por isso em abril do ano passado foi interditada a pedido da Promotoria de Justiça de Uberlândia, pois oferecia risco de desabamento. Após seis meses de reforma e inspeção técnica foi reaberta ao público.


CONCLUSÃO DA DISCIPLINA

A Arquitetura Brasileira não é uma arquitetura original. Desde a época colonial até hoje, as referências para a arquitetura, vêm do exterior, porém na minha opinião, o Brasil teve e tem atualmente arquitetos que souberam utilizar os padrões internacionais e agregar valores a estes devido as necessidades encontradas em nosso país. O modernismo, por exemplo, é um conceito internacional, de onde foram tirados os conceitos de transparência, pilotis, terraço jardim, e que os arquitetos brasileiros, principalmente comentados neste blog, com muito conhecimento local e diria até genialidade, souberam adequar as condições do clima local e as características sócio-culturais dos brasileiros, e isto foi tornando nossa arquitetura mais interessante e com características mais próprias, atualmente reconhecidas até no exterior.

Com relação à disciplina, creio que o sementre foi bastante proveitoso, adquiri bastante conhecimento. As formas de trabalho foram bem inovadoras para a disciplina, o que me despertou mais interesse e facilitou meu entendimento e crítica da matéria.

Deise Pinto

Conclusão da Disciplina

A programação e a ordem com que foram trabalhados os assuntos ficaram organizadas e de fácil compreensão, achei muito interessante o trabalho realizado com o livro Povo Brasileiro de Darcy Ribeiro, pois não trata superficialmente o surgimento da população brasileira. A forma de apresentação dos trabalhos ficou mais interessante do que os resumos trabalhados anteriormente em outros semestres, permitiu o aprofundamento dos assuntos sem desgaste. As aulas trabalhadas em Power Point foram importantes para visualização de imagens a respeito do assunto tratado, porém quando longa demais se torna um pouco cansativa. A viagem feita a São Francisco do Sul foi interessante para adquirir conhecimento prático do que foi tratado em sala.
Quanto ao assunto apresentado em aula, conseguimos observar que o Brasil apesar de copiar muitas vezes o que foi feito fora, sempre foi adaptando as condições do clima brasileiro, e é nesse ponto que criamos nossa arquitetura particular, da evolução e adaptação de uma arquitetura já representada em outras regiões. Fica claro ao estudarmos a história da arquitetura brasileira a relação intrínseca entre o que acontece na sociedade e o que se faz em arquitetura. A arquitetura serve então como um meio de contar a história do que aconteceu no passado, e de como as necessidades urbanas e projetuais foram mudando para servir sempre ao novo usuário evoluído de sua sociedade. Todas as evoluções estilísticas brasileiras sempre vieram a contrapor a anterior, comprovando a relação sociedade-arquitetura, pois a sociedade esta sempre em evolução, fazendo-se necessário sempre o questionamento do que se vem praticando e do que seria ideal. E até hoje vemos a necessidade desse questionamento, que se faz muito mais necessário agora que estamos esgotando nossos recursos naturais e precisamos de mudanças efetivas no modo de se pensar e conceber arquitetura.

Carolina Mara de Amorim

A história da arquitetura brasileira nos mostra um caminho traçado por passagens de observação a culturas externas e absorção de seu significado. Se algumas vezes o faz de forma crítica, em outras, passivamente se rende à influência sedutora do estrangeiro. Do barroco à contemporaneidade, a arquitetura brasileira tem reinterpretado essas contribuições culturais sob sua tradição e possibilidades, escrevendo à sua maneira as mais variadas páginas de sua história.

Quanto a disciplina de história 5, inovou-se na maneira de exposição e formas de avaliação. Os painéis do primeiro trabalho instigou a pesquisa dos materiais usados nas primeiras construções brasileiras e a forma de representação e desenho das cidades. A forma de apresentação das aulas, através de mais imagens e menos textos, conseguiu "prender" mais, tornando a aula mais interessante. Pode-se considerar que foram aulas dinâmicas, produtivas que acrescentaram conteúdos interessantes e importantes na nossa formação profissional.

Joana A. Almeida

http://pt.wikipedia.org/wiki/Lina_bo_bardi
http://atelier2.blogspot.com/2006/06/sesc-pompia-lina-bo-bardi.html
www.samshiraishi.com/tag/lina-bo-bardi
http://tropicalia.uol.com.br/site/internas/index.php
www.vitruvius.com.br/resenhas/textos/resenha143
http://www.amazon.com/review/R2Z4GU72UN95PR
http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:SESCPompeia.jpg
http://www.cultura.ba.gov.br/mam-images/museu_de_arte_moderna_-_mam.png

Equipe: Bianca F. Deschamps, Carolina M. de Amorim, Dayse C. Rodrigues, Deise C. Pinto e Joana A. Almeida

28 comentários:

Silvia disse...

Lina Bo Bardi não tinha limites em relação as materiais que usava. Fazia seu projeto com os materiais disponíveis na região e com isso conseguia relacionar suas obras com o espaço urbano. Buscava também a essência dos espaços a serem implanados e fazia com isso a forma leve e clara que ela produzia.
Silvia Garcia

arquitetura brasileira V disse...

Preocupada com o espaço e com as pessoas, Lina Bo Bardi incorporava na sua arquitetura a vida cotidiana das pessoas que utilizavam aquele local. Com olhar amplo e em busca da identidade, ela extraía a essência do espaço, a memória e a cultura popular e o artesanato, o que nos permite identifica-las através de seus elementos. Ligada ao designer, arquitetura, moda, teatro e paisagismo, Lina não queria a conservação e permanência de formas e materiais, mas sim a criatividade com materiais e sistema de produção moderno. Naturalista, ela empregava materiais aparentes nas edificações e mobiliário, trabalhando com alvenaria aparente, estrutura metálica, vidro e madeira. Seu olhar humano e imaterial fazia a sua arquitetura através do ar, da luz, da natureza e da arte.

Juciane Thais Ferreira

arquitetura brasileira V disse...

Quando visitei o SESC Pompéia uma coisa me chamou muito a atenção, Lina procurava sempre manter o convivio entre as pessoas, e na área de restaurantes as mesas criadas por ela são grandes e com bancos, onde as pessoas não podem se isolar em uma mesa pequena, é forçada ao convivio público, achei isso bem interessante, mostra como é simples criar espaços integradores.

Carolina M. de Amorim

arquitetura brasileira V disse...

Achillina Bo, mais conhecida como Lina Bo Bardi, (Roma, 5 de dezembro de 1914 — São Paulo, 20 de março de 1992) foi uma arquiteta modernista ítalo-brasileira. Foi casada com o crítico de arte Pietro Maria Bardi e sua obra mais conhecida é o projeto da sede do MASP, Museu de Arte de São Paulo.

Grayce Suelen de Lima

Maiara disse...

Lina era acima de tudo, uma mulher de personalidade, uma artista espontânea, características que servem também para explicar suas obras e seus desenhos.
Sua arquitetura tem muito mais emoção do que técnica, sem desmerecer, é claro, esta última, mas uma frase do texto resume esta vivacidade “sua arquitetura é entendida como 'organismo apto para a vida', que incorpora a vida cotidiana e a energia das pessoas que a utilizam”. Talvez somente quem já tenha entrado no SESC Pompéia, possa entender esse sentimento, um lugar mágico, cheio sentimentos inexplicáveis, e quando se volta para a cidade, tudo parece vazio!

Maiara Dorigon

arquitetura brasileira V disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
arquitetura brasileira V disse...

Lina Bo Bardi foi responsável por inovações estéticas importantes na arquitetura nacional, entre elas o desenho arrojado, o uso de novos revestimentos, como concreto ou tijolo aparentes, e a exposição de fiações e conexões.

Fabieli Spessatto

arquitetura brasileira V disse...

Acredito que a maior qualidade de Lina estivesse em sua sensibilidade, capacidade de SENTIR o espaço, para depois incorporar algo novo, no caso as edificações a estes locais, e fazer com que estas despertem variadas sensações aos seus usuários. Imagino que esta sensibilidade foi aguçada pela seu envolvimento com todas as demais artes: teatro, musica, artesanato... levando mais essência para seus projetos.
Deise Pinto

arquitetura brasileira V disse...

Lina foi uma mulher a frente do seu tempo, de muita personalidade.
Acredito que com o seu envolvimento e conhecimento em diferentes atividades tanto no teatro, quanto cinema e artes plásticas foram transportados para a arquitetura. Dessa forma, demonstrando muita espontaneidade nas suas obras, e também sua capacidade para entender os espaços, e despertar sensações diversas em quem as visita.

Samantha

arquitetura brasileira V disse...

Lina Bo Bardi imprimiu em suas obras uma unidade que permite identificá-las e interpretá-las através de elementos que se multiplicam em sua arquitetura, como rios, tanques de água de chuva, cachoeiras, árvores, pilares-árvores, escadas. Ela buscava extrair a essência do espaço, procurando suas bases culturais. Como designer, ela foi ao encontro do artesanato, porém não queria a conservação e permanência de formas e materiais, e sim um sistema de produção maderna.
Uma obra que me chamou atenção foi a casa de vidro, ela foi erguida em um terreno de 7000 m2, foi a primeira residência do bairro do Morumbi e, aos poucos, foi sendo cercada por mata brasileira e hoje é uma reserva tombada com espécies vegetais raras, uma amostra do que foi a antiga mata atlântica brasileira.

Daniela Grimm

arquitetura brasileira V disse...

Já tive a oportunidade de visitar algumas obras dela, e só assim percebi como ela é eclética, sabe fazer obras menores porém de grande valor como a IGREJA DO ESPÍRITO SANTO DO CERRADO, é um lugar, que usa materias locais, alternativos e sem grandes tecnologias. Já o MASP é completamente o oposto, usa e abusa da tecnologia, do concreto armado.

Sabrina Fabris

Suélen Weiss disse...

Acho que o que a Sabrina fala sobre o uso dos materiais (ou substâncias, como ela preferia) é uma das características mais marcantes desta arquiteta, que consegue fazer com que qualquer leigo dialogue com a sua arquitetura.
À estas substâncias (ar, luz, natureza) incluiria também a cultura, que deixa traços muito fortes em todas as suas obras. Na obra do MASP, uma das mais famosas, ela cria a praça coberta que dá abrigo à diversos eventos e manifestações culturais da cidade.

arquitetura brasileira V disse...

Lina expressava emoções em suas obras.Uma arquiteta modernista e com muita personalidade.
Juliana Caetano

arquitetura brasileira V disse...

Lina bo Bardi se apaixona pela natureza quando vem para o Brasil. E ela chaga num momento onde a ditadura e o tropicalismo estão em alta. Tenta resgatar a cultura popular e por estar muito em contato com políticos e mecenas se torna responsável pela execução de vários museus. A maneira de ela projetar é muito interessante, seus desenhos parecem desenhos infantis, são simples e compreesíveis.

Débora G. Stiegemeier

Andressa disse...

Lina chegou ao Brasil quando a arquitetura moderna havia a pouco sindo instaurada.
Era uma arquiteta que extraia a essência do espaço para seus projetos, visando incorporar a vida cotidiana das pessoas que irão utilizar. E além de arquiteta, atuou bastante omo designer, ondem foi de encontro ao artesanato e avaliava sempre as possibilidades criativas dos materiais e sistemas de produção modernos.

arquitetura brasileira V disse...

Ela buscava a identidade de suas obras na natureza, e através dos materiais ela conseguia isso. Inseria a edificação no meio de uma forma não agressiva, provocando nas pessoas o bem estar e as diversas sensasões ao percorrer suas obras.
Clarissa Anrain

arquitetura brasileira V disse...

Com certeza uma arquiteta de muito renome, que valoriza as pessoas antes de qualquer elemento. Bastaria que Lina Bo Bardi, italiana naturalizada brasileira, tivesse projetado o Masp para assegurar um lugar de honra entre os arquitetos do século. Mas ela fez muito mais. De sua prancheta nasceram, por exemplo, o centro de lazer Sesc Fábrica da Pompéia e a sede da prefeitura da capital paulista, no Parque Dom Pedro II, na zona leste da cidade.
Trabalha com materiais alternativos, que antes era visto por muitos com simples, ou sem graça.
Consegue fazer a ligação da natureza com o edificio e as pessoas, fazendo uma grande integração e valorizando as pessoas como parte de suas obras.
Cada pessoa que passa pelas obras de Lina são como se fossem 1 pedacinho da sua obra, porque sem pessoas seus projetos não seriam completos.
Carla Holz

arquitetura brasileira V disse...

Achillina Bo, mais conhecida como Lina Bo Bardi, foi uma arquiteta modernista ítalo-brasileira. Sua obra mais conhecida é o projeto da sede do MASP, Museu de Arte de São Paulo. Lina encontra uma nova potência para suas idéias no Brasil. Para a arquiteta, existe uma possibilidade de concretização das idéias propostas pela arquitetura moderna , num país com uma cultura recente. No País, Lina desenvolve uma imensa admiração pela cultura popular, sendo esta uma das principais influências de seu trabalho. Inicia então uma coleção de arte popular e sua produção adquire sempre uma dimensão de diálogo entre o Moderno e o Popular. Lina fala em um espaço a ser construído pelas próprias pessoas, um espaço inacabado que seria preenchido pelo uso, pelo uso popular cotidiano. No final da década de 70 executou uma das obras mais paradigmáticas, o SESC Pompéia, que se tornou uma forte referência para a história da arquitetura na segunda metade do século XX. Lina manteve intensa produção cultural até o fim da vida, em 1992. Faleceu, porém, realizando o antigo sonho de morrer trabalhando, deixando inacabado o projeto de reforma da Prefeitura de São Paulo.

Anne Wetzstein Schumann

arquitetura brasileira V disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
arquitetura brasileira V disse...

Lina Bo Bardi possuia uma arquitetura que representava uma expressão singular, trabalhava com as possibilidades plásticas do concreto armado o que conduzia a formas livres. Além do uso dos diferentes materiais alternativos.
Lina Bo Bardi aprensetava uma postura básica que nem sempre é levada em consideração atualmente: seus projetos possuiam coerência com os momentos históricos, percebe-se um entendimento sobre tempo e história. Nota-se nos projetos de Lina que ela possuia pensamentos positivos do Movimento Moderno.
Renata R. Lucena

arquitetura brasileira V disse...

Claudia Bernardi

entendo a arquitetura da Lina como humanista, promovendo o encontro, tratando do espaço de forma a dar mais dignidade ao usuário.
uma arquitetura que quebra paradigmas, que surpreende.

arquitetura brasileira V disse...

Eu particularmente gosto muito da forma com que ela representa seus projetos, um traço próximo ao infantil, mas que traz uma legibilidade muito maior do que se fosse representado muito técnico, é democrático, permite que pessoas não conhecedoras de trabalhos arquitetônicos faça a leitura. Outra coisa interessante é o controle de escala que existem em seus projetos, sempre utilizando-a para destacar algo.

Carolina Mara de Amorim

arquitetura brasileira V disse...

A arquitetura de Lina Bo Bardi pode ser entendida como uma metáfora do mundo. Suas obras demonstram uma aproximação de modo terno, não violento, de tudo que está em nossa volta.Os traços de Lina permitem que até as crianças consigam entender sua idéia. A natureza também é muito presente na sua produção arquitetônica, como exemplo, cito a casa de vidro, onde a transparência permite o contato com a natureza.
Caroline de Moura

arquitetura brasileira V disse...

A obra de Lina Bo Bardi se apoia basicamente na criação de museus, centros culturais, teatros e espaços multiusos, relacionados com a arte e a cultura. Seu olhar antropológico e a preocupação social faz com que o espaço criado por ela seja um lugar de memória coletiva e de comunicação humana direta, valorizando a espotaneidade e a criação, onde a idéia de um espaço vivo, dinâmico e estimulante está presente.
Particularmente, acho que o Sesc Pompéia é um exemplo deste conceito, uma obra simplesmente fantástica.

Rosana Cristina Angioleti

arquitetura brasileira V disse...

Lina levava em consideração a importância dos detalhes na obra, justificados pelo fato de instigar as pessoas a se sentirem bem vindas. A coorelação com o ambiente eram retirados da sua essência, ou seja, a matéria prima de suas construções.
Amanda Perin

arquitetura brasileira V disse...

As obras sa Lina Bo Bardi me agradam muito, acredito que sua sensibilidade e seu contato com a arte e a cultura garantem este sucesso. A relação dos ambientes internos com o meio externo e a possibilidade de usos variados é marcante em seus projetos, incorporando sua arquitetura ao espaço urbano.
Tive a oportunidade de visitar algumas de suas obras e acho que uma questão marcante é a integração dos espaços, como no Sesc Pompéia, que agrega várias atividades, num espaço único, mas que proporciona sensçãoes diversas.
Em suas obras é possivel perceber a simplicidade das formas e dos maetriais, mas também a complexidade conceitual.

Janine Fischer

arquitetura brasileira V disse...

As obras de Lina Bo Bardi destaca-se não apenas pelos sitemas construtivos, mas pelo poder emocional que ela expressa. Segundo ela,os detalhes fazem toda a diferença, em suas obras, deseja que as pessoas sejam bem- vindas para fazerem o que quiserem e, mesmo, não fazerem nada. Talvez possam perceber melhor aqueles que já tiveram a oportinidade de conhecer uma de suas obras.

arquitetura brasileira V disse...

As obras de Lina Bo Bardi destaca-se não apenas pelos sitemas construtivos, mas pelo poder emocional que ela expressa. Segundo ela,os detalhes fazem toda a diferença, em suas obras, deseja que as pessoas sejam bem- vindas para fazerem o que quiserem e, mesmo, não fazerem nada. Talvez possam perceber melhor aqueles que já tiveram a oportinidade de conhecer uma de suas obras.

Patricia